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Linguagens, Códigos e suas Tecnologias  

A língua é um sistema?

Sim. A língua é um conjunto de elementos que se relacionam entre si e que constituem um código; é uma estrutura organizada, um sistema que se compõe de palavras ou signos lingüísticos. Diariamente usamos esse complexo sistema lingüístico para nos comunicar: selecionamos automaticamente alguns fonemas para constituir morfemas; estes formam palavras; as palavras compõem sintagmas; os sintagmas formam orações e estas irão compor diferentes textos.

Os códigos de bandeiras sinalizam orientando o piloto.
1. Linguagem verbal
É o meio utilizado pelo homem para se comunicar por meio de signos lingüísticos ou palavras. A linguagem verbal é um atributo exclusivo do ser humano. Os animais também têm sua linguagem, que não é verbal, pois não utiliza palavras. Podemos ainda falar da linguagem das flores, dos sons ou das cores. Mas essa é a chamada linguagem metafórica.

2. Língua ou idioma
É a manifestação da linguagem verbal de uma comunidade lingüística ou nação, constituída de um conjunto coerente de signos lingüísticos, orais e gráficos. É um sistema organizado de comunicação, resultado do desenvolvimento socioeconômico, por meio do qual todos os membros de uma comunidade dialogam e trocam experiências, empregando o mesmo código lingüístico.

3. Sistema
É constituído pela inter-relação de elementos de um conjunto. O corpo humano, por exemplo, não é somente a soma das partes. É composto pelos sistemas circulatório, digestivo, respiratório, todos intimamente ligados, mas cada um com suas funções específicas. A vida social, política e religiosa organiza-se em sistemas e subsistemas. Os componentes de um sistema estão de tal maneira relacionados que a supressão ou incorporação de qualquer um deles traz conseqüências para todos os outros.

4. A língua é um sistema
A língua é constituída de elementos (fonemas, morfemas e termos) que combinados conforme regras bem-definidas e concretas – mudança de posição, entonação, concordância, oposição – originam mensagens diferentes. Assim, a língua é um sistema que compreende outros sistemas: o fônico, o sintático e o mórfico.

 
 Os uniformes são exemplos de signos de linguagem.
5. Signo lingüístico
Um signo, em geral, é algo perceptível que representa uma realidade não presente no próprio signo. Isto é, através de algum dos órgãos dos sentidos ou de mais de um deles, podemos perceber um signo, que substitui uma outra coisa não perceptível naquele momento ou que não podemos fazer perceber. Existem signos:

Naturais: febre.
Artificiais: a caveira com dois ossos cruzados.
Intencionais: o sinal de PARE.
Não intencionais: o rubor.

O signo é a unidade de qualquer sistema de comunicação. O signo lingüístico está incluído nesse conceito, uma vez que qualquer pessoa que pronuncie ou escreva uma palavra – rosa, por exemplo – usará o conjunto de sons ou letras, ou a realidade perceptível, que evoque em nós o conceito de rosa.

6. Características do signo lingüístico

Biplânico
Associação de um significado ou idéia a um significante ou nome. São duas partes inseparáveis.
Arbitrário
A relação entre o significado e o significante quase sempre é convencional. Salvo raras exceções (como as palavras formadas por onomatopéias), não existe uma razão concreta para que um significante esteja associado a um significado. Isto explica o fato de que cada língua use diferentes significantes para um mesmo significado.
Linear
Os componentes de cada signo se apresentam um após outro, tanto na fala como na escrita.
Articulado
As maiores unidades lingüísticas podem dividir-se em partes menores, reconhecíveis e intercambiáveis. Essa característica é própria e exclusiva do código lingüístico e, graças a ela, podemos obter um número infinito de mensagens partindo de um número reduzido de unidades.

 


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