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Astronomia
matemática
No início do século XIX,
o astrônomo Alexis Bouvard notou algumas perturbações
na órbita do recém-descoberto Urano: o planeta
nunca estava onde os astrônomos previam. Ele refez os
cálculos, considerando as órbitas de Saturno
e Júpiter que poderiam estar influenciando no
percurso de Urano. Nem assim as posições previstas
coincidiam. O francês Le Verrier concluiu que esse "erro"
de cálculo só poderia ser causado pela existência
de outro corpo em uma órbita mais afastada. Em 1846,
com os novos cálculos, Le Verrier pediu ao astrônomo
alemão Johann Gottfried Galle que explorasse determinada
área do céu com seu telescópio. Galle
notou a existência de um corpo que não constava
de nenhuma carta celeste. No dia seguinte, esse corpo já
se havia deslocado em relação às estrelas.
Lá estava Netuno.
Planetas gêmeos
Netuno e Urano são tão
parecidos que muitos cientistas os consideram "gêmeos".
Sua órbita ao redor do Sol é tão lenta
164 anos terrestres que Netuno ainda não
conseguiu completar uma volta desde que foi descoberto. Em
1989, a sonda Voyager 2 confirmou a existência de vários
anéis finos ao redor do planeta, além de oito
satélites: Naiad, Thalassa, Despina, Galatea, Larissa,
Proteus, Tritão e Nereida. O maior deles, Tritão,
tem um terço da massa de nossa Lua.
Oceano infinito
Em nossa viagem pelos planetas do sistema
solar, encontraríamos uma grande dificuldade em aterrissar
nossa nave: assim como seu vizinho, Netuno não tem
superfície sólida. A atmosfera é densa
e repleta de nuvens brancas. Isso torna impossível
olhar as estrelas, o Sol, ou mesmo as luas que circundam o
planeta. Em compensação, o metano dá
a todo o planeta um belíssimo tom azul. O clima é
agitado por ventos de até 1.170 km/h, que causam grandes
tempestades. Uma delas, a "Grande Mancha Escura",
se desvaneceu no hemisfério sul ao mesmo tempo que
uma similar surgia no hemisfério norte.
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