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Impossível de aterrissar
Vamos imaginar uma viagem tripulada a Júpiter. O primeiro problema a enfrentar seria a falta de um solo para pousar nossa nave espacial. É isso mesmo: o maior planeta do sistema solar não é formado de rochas, terra ou areia. Trata-se apenas de um aglomerado de gases – hidrogênio, amônia e metano –, que torna a atmosfera muito venenosa para os humanos. Possui também uma camada de hidrogênio líquido. Além de nociva, essa nuvem de gases é constantemente agitada por tormentas incríveis. A mais famosa delas é conhecida como "Mancha Vermelha" e já é observada por astrônomos há 300 anos. E provavelmente outros três séculos se passarão antes que a tempestade se acalme.
O dia igual à noite
Em Júpiter, um dia dura pouco mais de 9 horas. O céu é sempre escuro, repleto de grossas nuvens que não podem ser penetradas pela luz do Sol. A pressão atmosférica é muito forte: quando desceu de pára-quedas, a sonda Galileu não durou mais que uma hora antes de ser esmagada. A temperatura varia bastante, mas o planeta é sempre muito mais frio ou muito mais quente do que em qualquer ponto da Terra. E o curioso é que esse "clima" é controlado pelo calor interno do próprio planeta, uma vez que Júpiter produz três vezes mais energia do que recebe do Sol.
Anéis e luas
Em 1979, a sonda Voyager 1 descobriu um pequeno sistema de anéis circundando Júpiter. E até hoje já foram encontrados 28 satélites orbitando o planeta. Io, Europa, Ganimedes e Calisto são os mais importantes e foram descobertos em 1610, por Galileu Galilei. Entre eles, Io é o que mais chama a atenção dos pesquisadores, uma vez que tem vulcões em sua superfície. As erupções são tão constantes e tão fortes que, em 1996, a nave Galileu verificou que, desde a visita das sondas Voyager, no final da década de 70, a superfície do satélite fora totalmente "repavimentada" pelo material das erupções.
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