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O escambo do pau-brasil. As numerosas tribos indígenas no litoral brasileiro facilitaram a exploração do pau-brasil, que era obtido por meio de trocas (escambo). Os índios davam o pau-brasil aos portugueses e a outros europeus em troca de quinquilharias (espelhos, pentes, guizos, colares de miçangas) e de algumas ferramentas (machados, facas). Os índios abatiam árvores de até 15 m, às vezes com 1 m de diâmetro na base do tronco, cortavam-nas em toros e as desgalhavam. Em seguida transportavam o pau-brasil até as feitorias ou os navios. Esse sistema levou à destruição de boa parte das matas costeiras do Brasil.
O monopólio da Coroa. O pau-brasil era de monopólio exclusivo da Coroa; sendo assim, sua exploração só poderia ser efetuada com a permissão do rei. Entretanto, outros povos, como os franceses, não reconhecendo o Tratado de Tordesilhas como legítimo, investiram na extração do pau-brasil sem pagar nenhum tributo à Coroa portuguesa.
A exploração predatória do pau-brasil perdurou até o início do século 19, quando a madeira ainda era rentável ao tesouro português.
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