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Apoio ao ensino público

A atuação de empresas, entidades ou de pessoas físicas em projetos na área da Educação é uma das opções para melhorar a qualidade do ensino público no Brasil. Esse apoio não isenta o Estado de suas responsabilidades, mas é um canal importante de expressão e exercício da cidadania. Veja algumas sugestões para começar uma ação educacional pelo caminho certo e recomendações sobre o que não fazer.
1. Jesus Caetano Fanário,
do Livro das Árvores dos Índios Ticuna da Amazônia.
2. Arnaldo Bataglini,
escultura em metal.
3. Clóvis França e Marco Mariuti, litografia aquarelada.

Conheça a escola e quem a dirige

Qualquer plano de apoio a uma ou mais escolas deve ser precedido de contatos com a comunidade escolar – professores e pais e, principalmente, a direção da escola. Na fase inicial da relação com o estabelecimento, procure informar-se sobre as expectativas e necessidades da escola e de seu projeto pedagógico. Realize também um levantamento das necessidades da região, se possível em parceria com entidades ou ONGs que atuam na área. Descubra se há outras ações em andamento na região e se a escola já trabalha com outros parceiros.
 

Projeto e plano de trabalho

Faça um projeto preliminar, de acordo com a extensão da ação pretendida, envolvendo o diretor da escola, o dirigente regional de ensino e a coordenadoria da Secretaria da Educação da região. Deixe-o à disposição das pessoas interessadas para consulta. Torne o projeto claro, visível e aberto à participação e às sugestões de toda a equipe escolar – funcionários, professores, orientadores, coordenadores pedagógicos, direção e pais. O plano deve conter justificativa, objetivos, metodologia, atividades/ações, cronograma, critérios e instrumentos para avaliação. Dificilmente você conseguirá muitas adesões imediatas, mas os especialistas aconselham a começar o trabalho com quem se dispuser.


Parcerias na comunidade

Os projetos só têm a ganhar com a participação das associações de moradores, pequenos comerciantes, jornais de bairro, rádios comunitárias etc. Esse tipo de aproximação amplia as possibilidades dos alunos e torna a escola um espaço para o aprofundamento das relações comunitárias. Pode ser até que ao término do projeto as relações de parceria persistam.

Acompanhamento e avaliação

É fundamental decidir quais serão os critérios para acompanhar o desenvolvimento da ação em cada etapa do projeto e seus resultados. Na área social, as ações devem ser avaliadas por indicadores de eficiência adequados para cada caso. Um bom caminho é pedir ajuda a entidades ou consultores que atuam na área educacional.

Reserva de recursos

O planejamento da destinação de recursos é uma maneira de preservar o seu investimento social e zelar para que tenha resultados, evitando atrasos ou interrupções por falta de pagamento. Lembre-se de que doações não precisam ser necessariamente em dinheiro. O que as empresas têm de melhor para doar é conhecimento. Podem financiar consultorias ou ceder executivos, por exemplo, para ajudar na gestão das entidades do terceiro setor ou da escola.

Cursos de capacitação

A ação que vai beneficiar a escola deve sempre começar pela capacitação, para que professores e alunos possam realmente aproveitar os recursos que chegam. A capacitação é a grande ferramenta e o tipo de investimento social mais premente e eficaz. É ela que permite a melhor utilização de recursos como computadores, laboratórios, livros e outros equipamentos sempre bem-vindos à escola.
 
Divulgação

Divulgue o que está fazendo. Sites na internet e bancos de dados vêm se mostrando uma forma eficiente de discussão de ideias, metodologias e formação de novas parcerias.


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