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Leitura de cabeceira

Carneiro ilustrado por Saint-Exupéry para O Pequeno Príncipe

A fábula O Pequeno Príncipe – ou parábola, como define o próprio Antoine de Saint-Exupéry – influenciou várias gerações. Qual adulto não traz na memória os ensinamentos desse livro? Entre os famosos, a história do menino é referência para Paulo Coelho, Rita Lee, Luana Piovani, Fernando Meirelles e Maurício de Souza. Adaptado várias vezes para o teatro, a TV e o cinema, O Pequeno Príncipe (O Principezinho, em Portugal) é o livro mais traduzido no mundo.

A obra foi escrita e ilustrada por Saint-Exupéry um ano antes de sua morte, em 1944. Piloto de avião durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o autor conta a história de um aviador que vive uma aventura no deserto depois de uma pane no meio do Saara. Certa manhã, o piloto é acordado pelo Pequeno Príncipe, que lhe pede: “Desenha-me um carneiro?” É aí que começa o relato do principezinho que vivia em um asteroide, chamado de B 612.

Ali, ele precisava arrancar as mudas de baobás, que poderiam destruir o asteroide ao virarem árvores grandes. Para essa empreitada, o garoto vem à Terra à procura de um carneiro, que o ajudaria comendo as mudas de baobás. Durante a viagem pelas galáxias, o principezinho conhece vários lugares e pessoas excêntricas – um rei que imagina que todos eram seus súditos, apesar de viver sozinho. Um homem de negócios que se dizia muito sério e ocupado, mas não tinha tempo para sonhar. Um geógrafo se autoproclamava sábio, mas não sabia nada da geografia do seu próprio país. Um bêbado que bebia para esquecer a vergonha que sentia por beber. Ao conhecer essas “pessoas grandes” que se ocupam de coisas inúteis, o pequeno monarca aprende a valorizar o que se é e não o que se tem. Para ele, as pessoas grandes julgam pelas aparências.

O Pequeno Príncipe, como descreve o autor no prefácio da obra, não é a princípio um livro para crianças, pois traz justamente a mensagem da infância, mas sem dúvida elas o acolherão de braços abertos, já que são capazes de compreender tudo, mesmo os livros para gente grande. O livro é um convite ao despertar da criança que todo adulto já foi um dia. No prefácio, Saint-Exupéry convoca os adultos a reencontrar essa criança e a viajar junto com o principezinho pelos planetas da imaginação: “Essa criança que irromperá de repente no deserto do teu coração, a milhas e milhas de qualquer região habitada, e na qual reconhecerás (ó prodígio!) os teus olhos, o teu riso, a tua alma de há vinte ou trinta anos”.

Fique de olho!

Sala “Me desenha um carneiro” – Os visitantes poderão desenhar seus carneiros e quem sabe agradarão ao exigente Pequeno Príncipe.
 Sala “Viagem com pássaros” – O artista multimídia Takahiro Matsuo vem do Japão especialmente para proporcionar uma experiência encantadora aos visitantes: a forma de viagem utilizada pelo Pequeno Príncipe.
 Pulseira de Saint-Exupéry – Encontrada em 1998, no mar de Marselha, esta peça permitiu que o enigma do desaparecimento do escritor começasse a ser desvendado. Saint-Exupéry saiu em um voo, em 1944, e jamais voltou. Até o encontro de sua pulseira ninguém sabia o que realmente teria acontecido com ele. 
  “O Pequeno Príncipe” em 60 idiomas – Livro mais traduzido no mundo, a Exposição traz parte da coleção do catalão Jaume Arbones, o maior colecionador do título. Todos os livros são primeiras edições publicadas em 60 idiomas diferentes. 
Desenhos originais – Saint-Exupéry desenhou e ilustrava sua correspondência, “apesar de ter sido desencorajado aos seis anos de idade”. A exposição mostra ensaios originais do que viria a ser seu principal personagem. 
Cadernetas de Saint-Exupéry – O piloto-poeta carregava sempre consigo cadernetas de anotações. Na exposição, o visitante encontrará duas cadernetas originais do autor. 
Manuscrito do livro “Voo Noturno” – A passagem de Saint-Exupéry pelo Brasil é contestada por muitos. Entretanto, estará exposta na mostra uma cópia de um manuscrito, encontrado na França, contendo uma parte do livro “Voo Noturno”, escrito pelo autor em papel timbrado de um hotel no Rio de Janeiro.


Serviço:

● Visitas monitoradas para escolas

O livro O Pequeno Príncipe e a biografia de Antoine de Saint-Exupéry são excelentes fontes de pesquisa. Por ser interativa e divertida, a exposição é indicada para a realização de atividades pedagógicas extracurriculares, nas áreas de cultura, meio ambiente, filosofia, geografia, história, aviação, astronomia e literatura.

Agendamento: com a Diverte Cultural, pelo telefone (11) 3883-9090 ou pelo e-mail atendimento@divertecultural.com.br. Mais Informações no site www.divertecultural.com.br/pequenoprincipe

O quê: Exposição “O Pequeno Príncipe na Oca”
Quando: De 22 de outubro a 20 de dezembro
Onde: Oca, Parque do Ibirapuera, São Paulo (SP)
Pavilhão Lucas Nogueira Garcez, Parque do Ibirapuera s/n – Portão 3
Horário: De terça a sexta-feira, das 9 às 19 horas; finais de semana e feriados, das 10 às 20 horas. A bilheteria fecha diariamente com uma hora de antecedência do término da visitação. Não abre às segundas-feiras.
Ingresso (vendas apenas na bilheteria): R$ 18,00
Meia-entrada: R$ 9,00 (estudantes e professores com identificação da instituição)
Grátis: Para menores de 3 anos, maiores de 60 anos, público especial e grupos de escolas públicas agendados
Mais informações: (11) 3034 6424 ou pelo site www.opequenoprincipe.com
Estacionamento: a área do Parque do Ibirapuera é Zona Azul. Dias úteis (das 10 às 20 horas) e finais de semana e feriados (das 8 às 18 horas).
Tempo estimado de visitação: 1h30
Acessibilidade: O local tem acesso para portadores de deficiência



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