 | | | Cabana dos Fundadores de São Paulo, quadro de O.C. Mello: construída em pau-a-pique pelos índios tupiniquins, abrigou Anchieta e os demais padres jesuítas. Além de moradia, era também a sede da escola de catequese. |
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 | | | Pátio do Colégio, de O.C. Mello: o quadro destaca a igreja dos jesuítas. |
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 | | | Pia batismal: esculpida em pedra maciça e datada do século XVI, era usada para batismo dos indígenas. |
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| Na véspera do Natal de 1553, o navio que se salvara chegou a São Vicente. Vinha apinhado de gente, pois além de sua tripulação trazia todos os sobreviventes da caravela que havia naufragado. São Vicente era um vilarejo que estava crescendo muito rapidamente. Primeira cidade a surgir na região, fundada em 1532 por Martim Afonso de Sousa, possuía diversas plantações de cana e alguns engenhos de açúcar. Depois de acompanhar as festas e descansar durante alguns dias, Anchieta e seu grupo partiram em direção à Piratininga, seguindo um caminho que os tupiniquins ensinaram aos portugueses. Como hoje, subia-se do litoral ao planalto pela serra do Mar. O caminho começava no porto velho de Piaçagüera – nas proximidades da atual cidade de Cubatão – e seguia rumo ao vale do rio Mogi. Naquele tempo, a serra era coberta por uma densa floresta – a Mata Atlântica – repleta de borrachudos que atormentavam os viajantes. Em uma carta, Anchieta relata detalhes dessa viagem: "Lá existem umas serras tão altas que dificilmente pode subir qualquer animal e os homens sobem com trabalho e às vezes de gatinhas para não caírem nos despenhadeiros; e por ser um caminho tão ruim e ter pouca serventia, sofrem os moradores e os nossos grandes trabalhos". Vencidas as dificuldades do caminho, o jesuíta finalmente chegou à região dos índios guaianás, onde fincou uma cruz que deu origem à aldeia de Nossa Senhora dos Pinheiros da Conceição – hoje, bairro de Pinheiros. Os últimos 20 km até o centro de Piratininga foram feitos a pé. No dia seguinte, 25 de janeiro de 1554, foi celebrada uma missa nas proximidades da cabana de pau-a-pique construída pelos índios tupiniquins para que seus filhos pudessem ser ensinados pelos padres. Essa data foi registrada pela história como a da fundação de São Paulo. No dia 25 de janeiro, a Igreja Católica celebra a conversão do apóstolo Paulo – ou de São Paulo, como ele ficou conhecido. Por isso, o que seriam mais tarde o colégio e o povoamento ganharam esse nome. A partir desse momento, o nome Piratininga foi sendo substituído pelo de São Paulo.
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