 | | | O padre José de Anchieta chegou ao Brasil em 1553 e, em 25 de janeiro de 1554, lançou a pedra fundamental do Colégio de São Paulo, marco de fundação da cidade. |
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O padre José de Anchieta e alguns companheiros fizeram a viagem do litoral até o planalto, em janeiro de 1554. Uma boa maneira de avaliar as dificuldades dessa empreitada é relembrar um pouco o que enfrentou o padre e seu grupo. Além disso, essa viagem é muito importante, principalmente para a história de São Paulo. Chegando ao planalto de Piratininga, José de Anchieta funda o povoamento de São Paulo, com a ajuda dos índios tupiniquins, que viviam na região e eram aliados dos portugueses. Pronto para seguir o padre José Anchieta nessa aventura? Pois então, boa viagem! Bons ventos no oceano No dia 8 de maio de 1553, o padre José de Anchieta embarcou em Portugal na caravela que o traria ao Brasil. A viagem, para alívio do passageiro, foi muito calma, coisa que não era
Fique ligado! Nas primeiras décadas de 1500, havia poucos lugares no mundo que ofereciam tanta fartura como a região habitada pelos tupiniquins e por eles chamada Campos de Piratininga – o primeiro nome da cidade de São Paulo. Era o paraíso dos pescadores. As chuvas faziam transbordar os rios Tietê e Tamanduateí e, quando as águas recuavam, centenas de peixes ficavam presos em pequenas lagoas rasas. Qualquer pessoa podia pegá-los. Os peixes que sobravam secavam ao sol. Essa é a origem do nome daqueles campos: "piratininga" quer dizer "peixe seco
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comum naquela época. Assim, em 13 de julho do mesmo ano, o religioso aportou em Salvador, Bahia, que era a capital do Brasil. Mas o destino de Anchieta eram os Campos de Piratininga, que hoje é o chamado "centro velho" da cidade de São Paulo. Por isso, passadas algumas semanas, o padre embarcou novamente. Dessa vez, em uma das duas caravelas que zarparam da Bahia rumo a São Vicente, no litoral sul do atual Estado de São Paulo. Essa viagem, porém, foi bem difícil. Na altura do arquipélago de Abrolhos, ainda na Bahia, as embarcações foram alcançadas por uma tempestade terrível. Um dos navios bateu contra as pedras, espatifando-se. O outro aproximou-se muito do litoral e encalhou. Todos os passageiros precisaram descer em terra para procurar abrigo, água e comida. Por sorte, os índios que viviam na região trataram muito bem os estranhos recém-chegados. Para matar a fome dos viajantes, deram-lhes de
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