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Conteúdos para Pais |
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 | | Conselhos ganham o apoio de entidades de classe.
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Na opinião de representantes da comunidade escolar, o conselho de escola ainda não é um canal generalizado de participação da sociedade nas decisões da escola. Os principais motivos apontados são a falta de interesse, de informação e de tempo e dificuldades de relacionamento com a direção da escola.
Vitor Henrique Paro, professor do Departamento de Administração Escolar da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), destaca como grande dificuldade as relações de poder entre os membros do conselho. 'É preciso lembrar que pais e alunos não estão em igualdade com a comunidade escolar. Eles se sentem vulneráveis perante os outros.' Segundo o professor, autor de obras sobre o papel da sociedade na gestão escolar, os alunos temem ser perseguidos e punidos por seus professores e os pais sentem-se acuados diante dessa situação.
A democracia e o respeito ao usuário da escola, diz o professor da USP, devem estar presentes não apenas nas reuniões do conselho, mas em todas as ações e relações da escola.
Fortalecimento do conselho
Volmer Áureo Pianca, diretor de escola e membro do Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo), lembra que quando o conselho de escola foi inserido como obrigação legal no Estatuto do Magistério Paulista, em 1985, 'a decisão foi encarada como uma imposição'. Hoje, no entanto, a importância do conselho é praticamente um consenso entre educadores e especialistas. Assim, entidades representantes dos profissionais de ensino, como a Udemo e a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), estão empenhadas em uma campanha de esclarecimento para fortalecer a instituição.
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