O Império Carolíngio
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| O Império Carolíngio. Clique na imagem para ampliar. |
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Com as conquistas de Carlos Magno, formou-se um grande império, que abrangia boa parte da Europa ocidental e central. Estendia-se desde o Atlântico até os rios Danúbio e Elba, e desde o norte da Itália e o rio Llobregat ao sul da atual Barcelona, até o Mar do Norte. O império era dividido em reinos, regidos pelos príncipes da família de Carlos Magno; ducados e condados, governados por duques e condes. As regiões fronteiriças se chamavam "marcas", como por exemplo a Marca Hispânica, que ocupava a metade do território da atual Catalunha e protegia o Império Carolíngio contra os árabes, que haviam se instalado na Península Ibérica.
O avanço culturalCarlos Magno deu grande proteção à cultura e criou uma escola em seu palácio de Aquisgrán. Ensinava-se gramática, retórica e dialética (o Trivium) e, nos estudos superiores, aritmética, geometria, astronomia e música (o Quadrivium), ou seja, as disciplinas herdadas dos gregos, romanos e árabes. O ponto alto do ensino era o estudo da teologia, a ciência da divindade.
Para lembrar: Após ser proclamado imperador, Carlos Magno tornou-se amo e senhor do ocidente europeu, protetor do papado e da Igreja. Sua ideia era restabelecer o Império Romano do Ocidente, ou seja, a unidade da Europa ocidental. Entretanto, suas aspirações não tiveram continuidade e o império se desagregou após sua morte, com disputas pelo poder e novas invasões.
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Poder e sociedadePara administrar e dirigir o Império, Carlos Magno dividiu-o quase todo em condados, governados por condes. Para controlar a atuação dos condes, foram criados os missi dominici (enviados do imperador), formados por condes e bispos. Sua missão era supervisionar o governo dos condados, tanto no aspecto administrativo, como no religioso. O imperador exigia o juramento de fidelidade dos nobres, que se tornaram seus vassalos.
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| A capela de Aquisgrán é uma mostra da arte carolíngia. |
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A arte carolíngiaDurante os séculos VIII e IX, desenvolveu-se uma arquitetura de palácios e igrejas. Nascida do projeto político de Carlos Magno, baseava-se na unificação imperial e no desejo de tentar restabelecer o mundo romano. Por esse motivo, a arte carolíngia teve inspiração clássica e bizantina. As igrejas tinham forma de cruz; depois incorporaram torres como elementos enriquecedores. Surgiram as miniaturas nos livros (ou iluminuras). Elaboravam-se também relicários, obras de marfim em alto-relevo e pinturas murais.