Os cidadãos livres se dividiam em patrícios e plebeus. Os patrícios eram os descendentes das famílias dos antigos chefes tribais. No início da República, eles constituíam a classe dirigente. Já os plebeus não tinham linhagem aristocrática e não possuíam direitos políticos. No século III a.C., após as guerras, surgiram novas camadas sociais: cavaleiros ou homens novos (plebeus enriquecidos no comércio) e clientes (dependentes dos patrícios). A partir daí, a organização social passou a se estabelecer em função não do nascimento, mas da riqueza.
Para lembrar:
O antagonismo entre patrícios (aristocracia proprietária) e plebeus existia desde tempos remotos. Representava os conflitos internos. Patrícios e plebeus participavam do Senado, mas muitas vezes os patrícios dominavam todo o poder, o que provocava a revolta dos plebeus.
A República e seus magistrados
As famílias patrícias que formavam o Senado, temerosas de perder o poder para a tirania, expulsaram os reis e proclamaram a República. Esta se baseava em três órgãos: o Senado, os magistrados e as Assembleias, simbolizados pela conhecida sigla SPQR. (Senatus Populusque Romanus, ou seja, 'O Senado e o povo romano').
Senado, magistrados e Assembleias
Ilustração de um senado Romano.
O Senado, formado por cidadãos ricos, era o mais poderoso. Cada senador ocupava o cargo até a morte. Os magistrados formavam o Poder Executivo e Judiciário. Dois deles detinham a suprema autoridade da República por períodos de um ano. Recebiam o nome de cônsules e eram eleitos pelas Assembleias. Destas participavam os cidadãos, em função do censo e da fortuna, constituindo o Poder Legislativo. Em situações excepcionais, um dos cônsules exercia o papel de ditador, embora por tempo limitado.
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