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O que é estimular a autonomia e independência dos alunos? Como fazê-lo?
Estimular a autonomia é dar condições para que as crianças possam, de acordo com seus recursos, orientar suas ações por si mesmas, aumentando suas responsabilidades aos poucos. Um professor não deve esperar que seus alunos sejam silenciosos, obedientes e imóveis. Um grupo pode ser falante e mobilizado e, mesmo assim, totalmente envolvido com a aprendizagem.
Para estimular essa participação, o professor deve organizar o espaço da sala de forma que os materiais e brinquedos fiquem ao alcance dos alunos. Estes podem se encarregar da distribuição dos brinquedos durante as atividades e, depois, colaborar na hora de guardá-los. Dessa maneira, eles também se sentirão responsáveis. Da mesma forma, na hora das refeições, os alimentos devem estar ao alcance dos alunos para que eles se sirvam sozinhos (desde que tenham idade suficiente para isso). Após a refeição, pode ser solicitado que cada um se responsabilize pela limpeza e arrumação do espaço.
Outra maneira de promover a autonomia é pedir aos alunos que saiam para buscar materiais, levar recados ou acompanhar o colega até a enfermaria para fazer um curativo. Isso dará condições para que as crianças circulem pelo espaço sem a constante presença do adulto. Mas antes é preciso que o professor já tenha visitado esses lugares com seu grupo e que demonstre confiança em suas capacidades. Ouvir as opiniões dos alunos sobre como organizar as atividades e a sala de aula e elaborar listas de tarefas com o nome das crianças que se encarregarão delas também é importante.
Como lidar com a diversidade? A atitude de aceitação do outro, com suas diferenças e particularidades, deve ser estimulada nas crianças pelo professor. Para que essa atitude seja incorporada, ela deve estar claramente expressa nos atos e comportamento dos adultos com quem convivem. É mais um caso onde o exemplo vale mais do que o discurso. O respeito à diversidade que englobam desde as diferenças de temperamento, de habilidades e conhecimentos, até as diferenças de gênero, de etnia e de crença religiosa deve estar sempre presente nas relações cotidianas.
Também podem ser criadas algumas situações de aprendizagem em que a questão da diversidade seja tema de conversa ou de trabalho. Por exemplo, organizar uma atividade com os avós de cada criança do grupo para que eles falem sobre sua infância, sua origem, como brincavam, o que comiam, quais músicas cantavam e outras informações que permitam mostrar aos alunos as diferenças culturais e ampliar seu repertório. Ao mesmo tempo, são trabalhadas as atitudes de respeito aos mais velhos. O que são conhecimentos prévios? São os conhecimentos que as crianças já dispõem e que provêm das mais variadas experiências sociais, afetivas e cognitivas a que estão expostas. Eles servem como um degrau para que ela atinja um novo conhecimento e devem ser levados em consideração pelo professor. Essa não é uma tarefa simples e exige uma observação muito cuidadosa. Tudo o que elas expressam, seja oralmente, seja por meio de desenhos ou brincadeiras, é uma informação para o professor sobre o que elas já conhecem. Com crianças maiores, uma estratégia para identificar os conhecimentos prévios é criar situações e conversas.
Para que as crianças realizem aprendizagens significativas, os assuntos trabalhados devem respeitar os níveis de desenvolvimento de cada grupo, sua faixa etária e as experiências já vividas por elas. As crianças farão relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos que já possuem (conhecimentos prévios), ganhando condições de modificar suas hipóteses (o que pensavam sobre um determinado assunto).
Crianças com necessidades especiais devem conviver com as outras crianças em escolas comuns? É importante que crianças com necessidades especiais tenham oportunidade de conviver com o universo social da escola de uma maneira geral, o que pode ajudar muito no seu desenvolvimento. Desse modo, elas poderão construir vínculos importantes, fundamentais para estimular suas capacidades, além de ter a possibilidade de confrontar-se com a diferença e lidar com sua própria dificuldade. Para as crianças não-portadoras de necessidades especiais, a convivência e a relação com pessoas que possuem habilidades e competências diferentes propiciam a construção de valores éticos de dignidade humana, respeito ao próximo, igualdade e solidariedade.
Qual deve ser a formação do professor de educação infantil? A nova LDB dispõe que a formação dos professores para atuar na educação básica deve ser em nível superior, nas faculdades de Educação. Atualmente, existem muitos professores leigos, que possuem baixa escolaridade e nenhuma especialização em educação. Eles trabalham principalmente na educação infantil, justamente porque acreditava-se que nessa faixa etária a preocupação com os conteúdos educacionais formais não era necessária, apenas o cuidado com a alimentação, as trocas e a segurança física. Os debates recentes têm apontado para a necessidade de uma formação completa desses profissionais, tanto em creches como em pré-escolas. Essa formação já começa a ser exigida e deve ser uma preocupação não só dos profissionais da área, mas também das instituições que os contratam.
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