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Ascensão econômica do Centro-Sul

Anjo barroco, detalhe de um dos altares da Capela do Padre Faria, em Ouro Preto
Mesmo com a decadência da mineração, mantiveram-se as marcas da presença colonial no interior do país. O Brasil rural começava a dar espaço ao Brasil urbano; o domínio do Nordeste diminuiu e começou a ascensão econômica do Centro-Sul. Fundaram-se vilas e cidades como centros da colonização e onde moravam os poderosos, os homens livres pobres e os escravos. Nos centros urbanos, surgiu a ideia de separação política da metrópole, motivada pela presença mais intensa das autoridades portuguesas. Em Minas Gerais, ensaiaram-se também as primeiras tentativas de uma arte nacional, com o Barroco e as manifestações literárias dos árcades.
 
Urbanização, retomada dos negócios canavieiros, implantação da pecuária extensiva nas antigas zonas de mineração e mudança da capital da Colônia de Salvador para o Rio de Janeiro, em 1763, eram o quadro da época. A urbanização, o desejo de emancipação e as novas atividades econômicas, juntamente com a presença da Família Real Portuguesa, a partir de 1808, tiveram resultados importantes no processo histórico posterior. O Brasil do início do século XIX apresentava as mesmas características do começo da colonização. Ainda tinha problemas de distribuição de riqueza e de escravidão. Mas transformava-se muito: a economia era mais ampla e diversificada, a elite colonial já estava formada e as relações com o resto do mundo expandiam-se.


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