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Os patrocínios permanentes do Grupo Pão de Açúcar e da Prefeitura de São Paulo ajudam a manter o Meninos do Morumbi, arcando com uma parte importante (40% e 20% respectivamente) do projeto. Mas, até conseguir que a produção artística do grupo gerasse retorno, em forma de doações, o projeto teve uma "adolescência difícil". "Não tínhamos dinheiro suficiente e também não queríamos virar projeto de caridade. Fomos dirigindo o trabalho para a produção de qualidade e é com ela que ampliamos as doações e conseguimos tornar o grupo conhecido", conta Flávio. A possibilidade de obter retorno financeiro a partir das apresentações do grupo foi a conquista mais importante para consolidar a filosofia do projeto. "Queremos justamente que as crianças se livrem do estigma de coitadinhas, porque elas não são", explica Flávio. Por isso, não é qualquer ajuda que o projeto aceita. Flávio já recusou ofertas de empresas de doação de roupas velhas em troca de shows ou trabalho de voluntários que chegam com o discurso de ajudar os pobrezinhos. "Os meninos são menos favorecidos e podemos tentar mudar isso, mas eles não são diferentes. Buscamos uma relação igualitária e de respeito", insiste.
Sucesso em eventos Depois que o grupo ficou famoso, os convites não pararam mais. Para apresentações em espaços comunitários e escolas públicas, o projeto Meninos do Morumbi banca seus próprios custos. Para eventos promocionais, a empresa ou instituição que contrata o grupo deve arcar com os custos logísticos, como transporte e alimentação, que somam cerca de R$ 2,5 mil e é convidada a fazer uma doação. "Não vendemos shows, porque somos uma entidade sem fins lucrativos, mas a doação é o meio de mantermos as diversas ações do projeto", explica Flávio. Para as empresas, chamar o Meninos do Morumbi é um investimento em imagem e marketing. "Hoje, o brilhantismo dos meninos é um grande alvo da mídia. Muitos eventos de empresas acabam tendo cobertura da imprensa por causa da presença do grupo e sabemos disso", afirma o criador do projeto.
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