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Cana-de-açucar e povoamento

Vista de um Engenho de Cana-de-Açúcar, óleo de Frans Post, Museu Nacional de Belas-Artes (RJ)
Valorizando inicialmente apenas o pau-brasil, a Coroa portuguesa optou por uma colonização agrícola baseada na cana-de-açúcar. Com as Capitanias Hereditárias (1532 a 1536) começou, de forma lenta, o povoamento do território.

Surge a elite colonial

Os engenhos de cana ganharam força no Nordeste por volta de 1570, assegurando lucro e prosperidade à região durante quase 200 anos. Surgiu ali a elite colonial – escravocrata e patriarcal – que se utilizava da mão de obra indígena ou negra, escravizada por séculos em todo o Brasil.
 

Escravo de ganho no final do século XIX, fotografado por Christiano Jr.
Invasões holandesas

Os engenhos de açúcar dos portugueses contaram, no início, com o financiamento holandês, graças a antigos acordos comerciais. No período da União das Coroas Ibéricas (1580 a 1640), esses acordos foram rompidos, o que acabou incentivando as invasões holandesas na Bahia e em Pernambuco.
 
O poder dos latifundiários

A organização da produção estabelecida pelos portugueses levou a uma estrutura de poder concentrada nas mãos de grandes latifundiários. Mesmo depois da Independência, em 1822, essa tradição se manteve praticamente intacta por muitas décadas.


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