Revolta Contra os Espanhóis. A mobilização contra o domínio espanhol ganhou impulso no séc. XIX. A economia do país prosperou e os filipinos ricos começaram a mandar seus filhos para universidades na Europa. Quando esses estudantes retornaram, tentaram obrigar os espanhóis a melhorar as condições sociais e políticas. Um dos primeiros líderes do movimento pela libertação foi José Rizal, que lutou pelas reformas até 1896, quando foi preso pelos espanhóis.
Em 1892, Andres Bonifacio criou uma sociedade revolucionária secreta. Seus membros rebelaram-se em 1896. Bonifacio foi morto e Emílio Aguinaldo tornou-se o líder das forças revolucionárias. Em 1897, os espanhóis prometeram reformas políticas, se os líderes rebeldes pusessem fim à revolta e deixassem as Filipinas. Aguinaldo e seus ajudantes concordaram e partiram para Hong Kong.
Espanha Cede País Para os EUA. Os Estados Unidos declararam guerra à Espanha em abril de 1898. Aguinaldo voltou para as Filipinas e formou um exército, já que os espanhóis não haviam cumprido a promessa. Suas tropas começaram a lutar ao lado das forças norte-americanas. As Filipinas declararam-se independentes da Espanha em 12 de junho de 1898. O grupo que apoiava Aguinaldo elegeu-o presidente do governo revolucionário. Em agosto de 1898, a guerra acabou.
Os EUA e a Espanha assinaram um acordo de paz, segundo o qual a Espanha cederia as Filipinas aos EUA. Estes, em troca, deram 20 milhões de dólares à Espanha. Aguinaldo revoltou-se contra esse acordo e anunciou a proclamação da República das Filipinas. Suas tropas começaram, então, a lutar contra os norte-americanos. Aguinaldo foi preso em março de 1901. A luta terminou pouco depois e os EUA estenderam sua dominação por todas as ilhas.
Rumo ao Autogoverno. Os EUA declararam que dariam a independência ao país depois de algum tempo, alegando que os filipinos ainda não estavam preparados para se autogovernar. O presidente norte-americano, William McKinley, nomeou uma comissão para governar as ilhas.
Em 1916, o Congresso norte-americano aprovou a substituição da comissão por um senado eleito. O ato Tydings-Mc Duffie, de 1934, previa a independência dez anos depois da elaboração e aprovação de uma constituição. A Carta Magna foi concluída em 1936, e a independência, programada para 1946. O ato também previa a criação da Comunidade das Filipinas, cujo primeiro presidente eleito pelos filipinos, em 1935, foi Manuel Luiz Quezon. Os EUA mantinham o controle sobre os assuntos externos e a defesa das ilhas.
O Japão Entra em Cena. Os japoneses começaram a ameaçar as Filipinas e outros países asiáticos em fins da década de 1930. Os EUA enviaram o general Douglas MacArthur para atuar como conselheiro militar nas Filipinas em 1935. Os japoneses atacaram Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, levando a Segunda Guerra Mundial para o Pacífico. No dia 10 de dezembro, desembarcaram em Luzon. Depois de tentarem resistir, filipinos e norte-americanos renderam-se em 1942. O presidente Quezon escapou num submarino e criou um governo no exílio, em Washington. Ele morreu em 1944 e Sergio Osmeña, vice-presidente, tornou-se presidente.
Em 20 de outubro de 1944, tropas norte-americanas deram início à luta para libertar os filipinos. Reconquistaram Manila em fevereiro de 1945, e a maior parte da resistência organizada japonesa terminou logo depois. Ainda em 1945, as Filipinas tornaram-se membro da Organização das Nações Unidas (ONU).
A Independência. Em abril de 1946, os filipinos elegeram Manuel Roxas presidente. Em 4 de julho de 1946, os EUA deram independência total às Filipinas, sendo criada a República das Filipinas.
Roxas permaneceu à frente do país até sua morte, em abril de 1948. Elpidio Quirino, vice-presidente, sucedeu-o. Quirino foi eleito em 1949, dessa vez para um mandato presidencial completo.
Em 1948, o governo fez da Cidade Quezon (Quezon City) a capital oficial, alegando a superpopulação de Manila. No entanto, Manila permaneceu como o principal centro do governo.
Rebelião Huk. Rebeldes comunistas tentaram tomar o poder em fins da década de 1940 e início da de 1950. Eles pertenciam a um grupo chamado Hukbong Magpapalayang Bayan, ou Exército de Libertação Popular. Seus membros, conhecidos como huks, queriam que o governo dividisse as grandes propriedades e distribuísse as terras entre os agricultores pobres. O Exército filipino combateu os rebeldes, derrotando-os em 1954. |