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FILIPINAS
O país em resumo
Nome oficial: República das Filipinas (Republika ñg Pilipinas).
Capital: Manila.
Localização: sudeste da Ásia.
Nacionalidade: filipina.
Área: 229.679 km2.
População: 76 milhões (2001).
Densidade: 256,66 hab./km2.
Língua oficial: filipino.
Composição étnica: filipinos e chineses.
Religião: maioria cristã.
Governo
Sistema de governo
: república presidencialista.
Presidente: Gloria Arroyo (desde 2001).
Legislativo: bicameral. Senado, com 24 membros eleitos por voto direto para um mandato de seis anos, e Casa dos Representantes, com 222 membros eleitos por voto direto para um mandato de três anos.
Principais partidos: Coalizão Nacionalista do Povo e Luta pelas Massas Filipinas Nacionalistas (LMMP), Poder do Edsa, Lista dos Filipinos Democratas (LDP), União Nacional dos Democrata-Cristãos (Lakas NUCD).
Economia
PIB
: 71,4 bilhões de dólares (2001).
Agropecuária: abacaxi, cana-de-açúcar, arroz, coco, milho, tabaco e suínos.
Indústria pesqueira: enchova, sardinha, arenque, bonito, pampo, cavala, lula, atum, tainha, peixe-espada, camarão e caranguejo.
Exportação: derivados do coco, peças e componentes eletrônicos, têxteis e peixes.
Moeda: peso filipino.
Mapa

País do sudoeste asiático, com 300.000 km2, que ocupa um arquipélago composto por 7 mil ilhas, das quais 11 abrangem mais de 90% da área total. De origem vulcânica, o arquipélago filipino tem relevo montanhoso e amplas planícies costeiras propícias à agricultura, onde são cultivados principalmente o arroz e a cana-de-açúçar. É um grande produtor de minério de ferro. O clima é tropical, com altas temperaturas e chuvas abundantes. É o único país de maioria católica da Ásia, fato decorrente da colonização espanhola. Possui alto índice de pessoas alfabetizadas (94% da população) e uma baixa renda per capita (1.050 dólares). Sua capital é Manila.

HISTÓRIA

Antiguidade. Grupos de indonésios e de malaios imigraram para o país depois do ano 3000 a.C. Comerciantes chineses e japoneses chegaram às ilhas depois de 700 d.C. Missionários árabes muçulmanos viajaram para as Filipinas nos séc. XIV e XV e converteram os mouros da ilha de Mindanao e do arquipélago de Sulu ao Islã.

Dominação Espanhola. Os membros de uma expedição espanhola, chefiada por Fernão de Magalhães, foram os primeiros europeus a chegar às Filipinas. Ancoraram no que é hoje o porto de Cebu, em 1521, durante a primeira viagem ao redor do mundo realizada na história. Ruy Lopez de Villalobos, almirante espanhol, batizou as ilhas de Las Felipinas, em homenagem ao príncipe que mais tarde tornou-se o rei Filipe II da Espanha. Os frades espanhóis formavam o grupo mais poderoso das Filipinas e converteram a maioria da população, que era pagã, à religião católica romana. Juntamente aos caciques (chefes dos vilarejos), os frades governavam o povo.

Moradores em mercado de peixe de Bacolod, na ilha de Negros, região central das Filipinas.

Revolta Contra os Espanhóis. A mobilização contra o domínio espanhol ganhou impulso no séc. XIX. A economia do país prosperou e os filipinos ricos começaram a mandar seus filhos para universidades na Europa. Quando esses estudantes retornaram, tentaram obrigar os espanhóis a melhorar as condições sociais e políticas. Um dos primeiros líderes do movimento pela libertação foi José Rizal, que lutou pelas reformas até 1896, quando foi preso pelos espanhóis.

Em 1892, Andres Bonifacio criou uma sociedade revolucionária secreta. Seus membros rebelaram-se em 1896. Bonifacio foi morto e Emílio Aguinaldo tornou-se o líder das forças revolucionárias. Em 1897, os espanhóis prometeram reformas políticas, se os líderes rebeldes pusessem fim à revolta e deixassem as Filipinas. Aguinaldo e seus ajudantes concordaram e partiram para Hong Kong.

Espanha Cede País Para os EUA. Os Estados Unidos declararam guerra à Espanha em abril de 1898. Aguinaldo voltou para as Filipinas e formou um exército, já que os espanhóis não haviam cumprido a promessa. Suas tropas começaram a lutar ao lado das forças norte-americanas. As Filipinas declararam-se independentes da Espanha em 12 de junho de 1898. O grupo que apoiava Aguinaldo elegeu-o presidente do governo revolucionário. Em agosto de 1898, a guerra acabou.

Os EUA e a Espanha assinaram um acordo de paz, segundo o qual a Espanha cederia as Filipinas aos EUA. Estes, em troca, deram 20 milhões de dólares à Espanha. Aguinaldo revoltou-se contra esse acordo e anunciou a proclamação da República das Filipinas. Suas tropas começaram, então, a lutar contra os norte-americanos. Aguinaldo foi preso em março de 1901. A luta terminou pouco depois e os EUA estenderam sua dominação por todas as ilhas.

Rumo ao Autogoverno. Os EUA declararam que dariam a independência ao país depois de algum tempo, alegando que os filipinos ainda não estavam preparados para se autogovernar. O presidente norte-americano, William McKinley, nomeou uma comissão para governar as ilhas.

Em 1916, o Congresso norte-americano aprovou a substituição da comissão por um senado eleito. O ato Tydings-Mc Duffie, de 1934, previa a independência dez anos depois da elaboração e aprovação de uma constituição. A Carta Magna foi concluída em 1936, e a independência, programada para 1946. O ato também previa a criação da Comunidade das Filipinas, cujo primeiro presidente eleito pelos filipinos, em 1935, foi Manuel Luiz Quezon. Os EUA mantinham o controle sobre os assuntos externos e a defesa das ilhas.

O Japão Entra em Cena. Os japoneses começaram a ameaçar as Filipinas e outros países asiáticos em fins da década de 1930. Os EUA enviaram o general Douglas MacArthur para atuar como conselheiro militar nas Filipinas em 1935. Os japoneses atacaram Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, levando a Segunda Guerra Mundial para o Pacífico. No dia 10 de dezembro, desembarcaram em Luzon. Depois de tentarem resistir, filipinos e norte-americanos renderam-se em 1942. O presidente Quezon escapou num submarino e criou um governo no exílio, em Washington. Ele morreu em 1944 e Sergio Osmeña, vice-presidente, tornou-se presidente.

Em 20 de outubro de 1944, tropas norte-americanas deram início à luta para libertar os filipinos. Reconquistaram Manila em fevereiro de 1945, e a maior parte da resistência organizada japonesa terminou logo depois. Ainda em 1945, as Filipinas tornaram-se membro da Organização das Nações Unidas (ONU).

A Independência. Em abril de 1946, os filipinos elegeram Manuel Roxas presidente. Em 4 de julho de 1946, os EUA deram independência total às Filipinas, sendo criada a República das Filipinas.

Roxas permaneceu à frente do país até sua morte, em abril de 1948. Elpidio Quirino, vice-presidente, sucedeu-o. Quirino foi eleito em 1949, dessa vez para um mandato presidencial completo.

Em 1948, o governo fez da Cidade Quezon (Quezon City) a capital oficial, alegando a superpopulação de Manila. No entanto, Manila permaneceu como o principal centro do governo.

Rebelião Huk. Rebeldes comunistas tentaram tomar o poder em fins da década de 1940 e início da de 1950. Eles pertenciam a um grupo chamado Hukbong Magpapalayang Bayan, ou Exército de Libertação Popular. Seus membros, conhecidos como huks, queriam que o governo dividisse as grandes propriedades e distribuísse as terras entre os agricultores pobres. O Exército filipino combateu os rebeldes, derrotando-os em 1954.

Mulher em fazenda das Filipinas, país que possui economia baseada na agricultura e na pesca.

Problemas Econômicos. Depois da independência, as Filipinas defrontaram-se com graves problemas econômicos. A produção agrícola era insuficiente. A maior parte da população era pobre. Com o apoio financeiro dos EUA, a situação econômica do país começou a melhorar.

Década de 1950. Em 1951, os EUA e as Filipinas assinaram um tratado de defesa mútua. Os filipinos elegeram Ramón Magsaysay presidente em 1953. Ele morreu num acidente aéreo em 1957, e o vice-presidente Carlos P. Garcia substituiu-o. Nesse mesmo ano, Garcia foi eleito presidente. Durante esse período, o governo filipino aprovou diversas leis e vários planos de desenvolvimento para tentar ajudar os agricultores. Mas esses programas não surtiram o efeito previsto. O vice-presidente, Diosdado Macapagal, derrotou Garcia na eleição presidencial de 1961.

A Era Marcos. Em 1965, Ferdinand E. Marcos assumiu a Presidência, dando início a uma grande campanha para construir estradas e escolas e aumentar a produção de arroz. Marcos foi reeleito em 1969.

Em fins da década de 1960 e início da de 1970, a oposição liderou mobilizações políticas e armadas contra o governo. Os conflitos contínuos no país levaram o presidente Marcos a decretar a lei marcial em 1972. Em 1973, ele ditou uma nova Constituição para as Filipinas, que lhe atribuía os poderes de presidente e de primeiro-ministro por tempo ilimitado. Em 1976, Manila voltou a ser a capital oficial.

A partir de então, Marcos governou o país com autoritarismo, reelegendo-se várias vezes por meio de fraudes eleitorais. No início dos anos de 1980, a insatisfação popular mobilizou a oposição e provocou grandes manifestações.

Redemocratização. Em 1983, o líder da oposição, Benigno Aquino, foi assassinado quando regressava ao país. Sua esposa, Corazón Aquino, assumiu o seu lugar e liderou a oposição até as eleições de 1986. Marcos ganhou novamente, mas a fraude foi tão evidente que os observadores internacionais contestaram o resultado. A população revoltou-se e saiu às ruas. Marcos perdeu o apoio dos norte-americanos e do Exército e fugiu do país, exilando-se nos EUA, onde morreria alguns anos depois.

Corazón Aquino assumiu a Presidência em 1986. Seu governo foi marcado por grandes problemas, desde a crise econômica até o descontentamento dos militares, passando pela guerrilha comunista e muçulmana. Mesmo assim, ela concluiu o seu mandato e as eleições ocorreram normalmente, com a vitória do general Fidel Ramos, em 1992. Em 1996, o governo firmou um acordo com os separatistas muçulmanos e criou um território autônomo para eles na ilha de Mindanao. No plano econômico, o país foi afetado pela crise que abalou o sudeste asiático no final de 1997, quando grandes somas de capital estrangeiro deixaram a região. O governo das Filipinas desvalorizou a moeda e o país entrou em recessão econômica, gerando uma série de protestos populares.

Em 1998, Joseph Estrada foi eleito presidente. Após acusações de corrupção, vários setores reivindicaram seu impeachment. Estrada deixou o governo sem renunciar de fato. Em 2001, a vice, Gloria Arroyo, assumiu a Presidência.

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