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| Vista da Ilha Bartolomeu, em Galápagos. O arquipélago é a principal atração turística do país. |
O Século XX. Por volta de 1925, a incapacidade do governo em resolver os problemas econômicos e sociais gerou um clima de crescente insatisfação. Foram criadas várias facções políticas. O Equador teve 22 presidentes entre 1925 e 1948. Nenhum conseguiu terminar o mandato. Em 1941, o Peru invadiu o Equador e apossou-se de uma parte do território situada na região da bacia do rio Amazonas. Líderes latino-americanos reuniram-se no Rio de Janeiro e concluíram um acordo que cedia ao Peru grande parte do território ocupado. De 1948 a 1960, o Equador viveu um período de progresso e de tranquilidade política. O povo elegia presidentes que conseguiam concluir o mandato. Todos esses presidentes trabalharam pelo desenvolvimento econômico e por uma distribuição mais justa de terras e riquezas. Em 1948, Galo Plaza Lasso, candidato do Partido Liberal à Presidência, ganhou as eleições. Governou até o final do mandato, em 1952, quando foi sucedido por José Velasco Ibarra, um político independente. Velasco dedicou atenção especial aos problemas sociais e gozou de grande prestígio popular. De 1956 a 1960, a Presidência foi ocupada por Camilo Ponce Enriquez, membro do Partido Conservador. Em 1960, Velasco voltou a ocupar a Presidência. Em 1961, renunciou, forçado pela pressão popular decorrente do substancial aumento dos impostos. Foi substituído pelo vice-presidente, Carlos Julio Arosemena Monroy. Em 1963, Arosemena foi deposto por forças militares, que aboliram a Constituição. Uma junta militar de quatro homens assumiu e deu início a uma reforma agrária e tributária, sob os auspícios da Aliança para o Progresso. Mas o povo exigia a volta dos civis ao poder. Em 1966, a junta militar nomeou um civil, Clemente Yerovi Indaburu, para presidente provisório. Yerovi convocou uma convenção, que redigiu uma nova Constituição e escolheu Otto Arosemena Gomez para presidente. Em 1968, Velasco foi, uma vez mais, eleito presidente. Em 1970, aboliu a Constituição e passou a governar como ditador. Em 1972, foi deposto por um golpe militar. Sucedeu-lhe a ditadura do general Guillermo Rodriguez Lara, que, em 1976, também foi deposto por comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O novo presidente, vice-almirante Alfredo Poveda, realizou um plebiscito em 1978 para aprovar o texto da nova Constituição. Nas eleições presidenciais de 1979, o candidato de oposição, Jaime Roldós, foi eleito. Ele morreu em 1981, sendo substituído por Osvaldo Hurtado. Em 1984, foi eleito presidente o conservador León Cordero, que impôs uma lei salarial sem submetê-la à apreciação do Congresso, provocando uma crise no Legislativo. Em 1986, fracassou uma rebelião militar para destituir o Ministério da Defesa, acusado de corrupção. Em 1988, o social-democrata Rodrigo Borja Cevallos foi eleito presidente. Sua gestão desgastou-se um ano depois com a queda no preço do petróleo, que prejudicou a economia. Em 1992, o Congresso ignorou o plano de austeridade econômica do presidente Cevallos. Ainda nesse ano, o conservador Sixto Durán Ballén foi eleito presidente. Em seguida, lançou um plano econômico de contenção de gastos e compressão de salários. Logo eclodiu uma greve que atingiu os petroleiros. O país passou, então, por uma crise energética, agravada por uma seca que danificou a principal hidrelétrica do Equador. |