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EQUADOR
O país em resumo
Nome oficial: República do Equador (República del Ecuador).
Capital: Quito.
Localização: noroeste da América do Sul.
Nacionalidade: equatoriana.
Área: 270.669 km2.
População: 12,6 milhões (2001).
Densidade: 45,49 hab./km2.
Língua oficial: espanhol.
Composição étnica: mestiços (europeus e índios), índios, europeus e descendentes de africanos.
Religião: maioria cristã.
Governo
Sistema de governo
: república presidencialista.
Presidente: Lucio Gutiérrez (eleito em 2002).
Legislativo: unicameral. Congresso Nacional, com 123 membros.
Principais partidos: Democracia Popular (DP), Esquerda Democrática (ID), Partido Roldosista Equatoriano (PRE), Partido Social-Cristão (PSC).
Economia
PIB
: 18 bilhões de dólares (2001).
Indústria: derivados de petróleo, produtos alimentícios e químicos, tecidos, cimento, madeira.
Agropecuária: banana, cana-de-açúcar, arroz, café, cacau, batata, mandioca, gado bovino e ovino, suínos.
Exportação: petróleo, banana, camarão, café e derivados de cacau.
Moeda: dólar americano.
Mapa
Centro de Quito, capital do Equador, país situado na costa ocidental da América do Sul.

Um dos menores países da América do Sul, situado na costa ocidental do continente. É banhado pelo oceano Pacífico, e a linha do Equador corta o país e lhe dá nome. Quito é a capital.

O Equador é o maior exportador mundial de bananas e obtém grande parte de suas divisas com o petróleo. O país teve cinco presidentes nos últimos cinco anos, entre eles Abdalá Bucaram, que foi destituído em 1997 por incapacidade mental, depois de ter sido acusado de corrupção durante sua breve gestão de seis meses. Uma grave crise econômica irrompeu no final de 1998. No ano seguinte, o país teve de declarar uma moratória dos pagamentos de sua dívida externa. Em 2001, o Equador registrou um crescimento de 5,6%, um dos mais altos na América Latina, mas ainda insuficiente para tirar o país da crise. Em novembro de 2002, foi eleito presidente Lucio Gutiérrez, tenente-coronel reformado, que tentou um golpe de Estado em 1992. Ele substituiu Gustavo Noboa, que havia assumido a Presidência depois do golpe de Estado que derrubou seu antecessor, Jamil Mahuad, em 2000.

O Equador é um país de paisagens contrastantes: na região leste predomina a selva amazônica; no centro, elevam-se os Andes. O famoso arquipélago de Galápagos, a 970 km ao largo da costa do Pacífico, povoado por espécies animais e vegetais únicas, pertence ao Equador e é a principal atração turística do país. O estudo da vida animal e vegetal nas ilhas permitiu ao naturalista Charles Darwin elaborar a Teoria da Evolução das Espécies.

Detalhe de alto-relevo que conta a história do Equador, no prédio do Congresso, em Quito.

HISTÓRIA

No final do séc. XV, os incas procedentes do Peru conquistaram quase todo o território do atual Equador. Naquela época, diversas tribos indígenas viviam na região. Em menos de 50 anos, os incas unificaram essas tribos sob um só governo e ensinaram ao povo o idioma quíchua.

Em 1534, os conquistadores espanhóis derrotaram os incas e apoderaram-se do Equador. A maioria dos colonos fixou-se no planalto dos Andes. Fizeram de Quito a capital e construíram ali belas catedrais e edifícios públicos. Os espanhóis organizaram grandes fazendas e forçaram os indígenas a trabalhar para eles. Alguns colonos dedicaram-se à agricultura na Planície Costeira e trouxeram escravos negros para trabalhar no campo. Muitos espanhóis casaram-se com índias e seus filhos foram os primeiros mestiços do Equador.

A França invadiu e conquistou a Espanha no início do séc. XIX. Os governantes das colônias espanholas na América Latina aproveitaram-se da fraqueza da Espanha para exigir a independência. Em 1822, o general Antonio José de Sucre derrotou os espanhóis na batalha de Pichincha, nas proximidades de Quito, e acabou com o domínio espanhol no Equador. O país passou a integrar a confederação Grã-Colômbia, juntamente com a Venezuela e a Colômbia. Em 1830, o Equador separou-se da confederação e tornou-se uma República independente.

Independência. Na nova nação, o poder era disputado por líderes rivais. Presidentes, ditadores e juntas assumiam o poder e eram depostos. Quase todos ignoravam os direitos e as necessidades do povo.

Em 1861, Gabriel García Moreno assumiu a Presidência. Membro do Partido Conservador, García governou com o apoio da Igreja Católica e dos fazendeiros. Durante sua gestão, o governo construiu rodovias e ferrovias, desenvolveu a agricultura e a indústria e incentivou o comércio internacional. Assassinado em 1875, o presidente foi sucedido por outros membros do Partido Conservador, mas nenhum conseguiu dar continuidade à sua política.

Em 1896, o general Eloy Alfaro, do Partido Liberal, assumiu o poder. Os liberais, apoiados por alguns comerciantes e líderes militares, puseram fim à influência da Igreja sobre o Estado, terminaram a estrada que liga Guayaquil a Quito e modernizaram a máquina burocrática governamental. Mas pouco fizeram para resolver problemas sociais, como a extrema pobreza dos índios.

Vista da Ilha Bartolomeu, em Galápagos. O arquipélago é a principal atração turística do país.

O Século XX. Por volta de 1925, a incapacidade do governo em resolver os problemas econômicos e sociais gerou um clima de crescente insatisfação. Foram criadas várias facções políticas. O Equador teve 22 presidentes entre 1925 e 1948. Nenhum conseguiu terminar o mandato.

Em 1941, o Peru invadiu o Equador e apossou-se de uma parte do território situada na região da bacia do rio Amazonas. Líderes latino-americanos reuniram-se no Rio de Janeiro e concluíram um acordo que cedia ao Peru grande parte do território ocupado.

De 1948 a 1960, o Equador viveu um período de progresso e de tranquilidade política. O povo elegia presidentes que conseguiam concluir o mandato. Todos esses presidentes trabalharam pelo desenvolvimento econômico e por uma distribuição mais justa de terras e riquezas.

Em 1948, Galo Plaza Lasso, candidato do Partido Liberal à Presidência, ganhou as eleições. Governou até o final do mandato, em 1952, quando foi sucedido por José Velasco Ibarra, um político independente. Velasco dedicou atenção especial aos problemas sociais e gozou de grande prestígio popular. De 1956 a 1960, a Presidência foi ocupada por Camilo Ponce Enriquez, membro do Partido Conservador.

Em 1960, Velasco voltou a ocupar a Presidência. Em 1961, renunciou, forçado pela pressão popular decorrente do substancial aumento dos impostos. Foi substituído pelo vice-presidente, Carlos Julio Arosemena Monroy. Em 1963, Arosemena foi deposto por forças militares, que aboliram a Constituição. Uma junta militar de quatro homens assumiu e deu início a uma reforma agrária e tributária, sob os auspícios da Aliança para o Progresso. Mas o povo exigia a volta dos civis ao poder.

Em 1966, a junta militar nomeou um civil, Clemente Yerovi Indaburu, para presidente provisório. Yerovi convocou uma convenção, que redigiu uma nova Constituição e escolheu Otto Arosemena Gomez para presidente. Em 1968, Velasco foi, uma vez mais, eleito presidente. Em 1970, aboliu a Constituição e passou a governar como ditador. Em 1972, foi deposto por um golpe militar. Sucedeu-lhe a ditadura do general Guillermo Rodriguez Lara, que, em 1976, também foi deposto por comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. O novo presidente, vice-almirante Alfredo Poveda, realizou um plebiscito em 1978 para aprovar o texto da nova Constituição. Nas eleições presidenciais de 1979, o candidato de oposição, Jaime Roldós, foi eleito. Ele morreu em 1981, sendo substituído por Osvaldo Hurtado.

Em 1984, foi eleito presidente o conservador León Cordero, que impôs uma lei salarial sem submetê-la à apreciação do Congresso, provocando uma crise no Legislativo. Em 1986, fracassou uma rebelião militar para destituir o Ministério da Defesa, acusado de corrupção.

Em 1988, o social-democrata Rodrigo Borja Cevallos foi eleito presidente. Sua gestão desgastou-se um ano depois com a queda no preço do petróleo, que prejudicou a economia. Em 1992, o Congresso ignorou o plano de austeridade econômica do presidente Cevallos.

Ainda nesse ano, o conservador Sixto Durán Ballén foi eleito presidente. Em seguida, lançou um plano econômico de contenção de gastos e compressão de salários. Logo eclodiu uma greve que atingiu os petroleiros. O país passou, então, por uma crise energética, agravada por uma seca que danificou a principal hidrelétrica do Equador.

Mulheres equatorianas com bolsas típicas, em Otavalo, cidade famosa pelo artesanato.

Em 1996, Abdalá Bucaram, do Partido Roldosista Equatoriano, foi eleito presidente. Ele adotou um plano econômico austero, ao mesmo tempo em que prometeu um “governo para os pobres”. Aumentou de 100 para 300% as tarifas públicas e cortou os subsídios destinados às estatais, causando uma greve geral. Em fevereiro de 1997, o Congresso foi pressionado a destituir o presidente. A vice-presidente Rosália Arteaga tomou posse, mas, por problemas constitucionais, seu governo durou apenas dois dias. O Congresso, então, elegeu Fabián Alarcón Rivera, presidente da casa, como presidente interino.

Em 1998, Jamil Mahuad, da Democracia Popular, foi eleito presidente. Sua plataforma de governo teve por base a melhoria dos setores de saúde e educação e a reconstrução das estradas e pontes destruídas pelas inundações atribuídas ao fenômeno climático El Niño.

Divergências na definição das fronteiras entre Peru e Equador confrontaram os dois países em diversas oportunidades – em 1981, 1982, 1983 e 1994. Em 1995, foi assinado um cessar-fogo mediado pelos países-membros do Protocolo do Rio sob nova crise. Mas, assim que os limites entre os dois países foram fixados, a trégua foi violada e novas negociações culminaram com o chamado Acordo de Santiago, assinado em 1996. Em setembro de 1998, o conflito entre Equador e Peru foi apaziguado com a intervenção diplomática dos países envolvidos no acordo de paz, dentre eles o Brasil.

História Recente. A crise mundial, que atingiu primeiramente o Brasil no início de 1999, fez do Equador sua segunda vítima na América do Sul. A moeda equatoriana, o sucre, despencou e houve protestos em Quito. No dia 9 de janeiro de 2000, Mahuad decidiu dolarizar a economia do país. O Equador já vivia em estado de emergência e em meio a uma crise que ameaçava derrubar o presidente do poder. Depois da dolarização, a crise só aumentou, desencadeando protestos por todo o país. A massa camponesa de índios – o segmento mais pobre da sociedade equatoriana –, acreditando rebelar-se em nome da justiça, serviu de álibi para que golpistas militares passassem a pressionar pela renúncia de Mahuad.

Os líderes indígenas, com o apoio de alguns militares, tomaram a sede do Parlamento. O chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, general Mendoza, nomeou o vice-presidente Gustavo Noboa para a Presidência do país, em 22 de janeiro de 2000. Noboa anunciou que manteria a dolarização e a luta contra a corrupção no país.

Em setembro de 2000, depois de 116 anos de existência, o sucre deixou de circular. O Equador tornou-se o primeiro país da América do Sul a adotar o dólar como moeda oficial. A dolarização da economia ocasionou uma elevação generalizada dos preços, especialmente das tarifas públicas. Em novembro de 2002, Lucio Gutiérrez, ex-líder golpista, foi eleito presidente.

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