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DINAMARCA
O país em resumo
Nome oficial: Reino da Dinamarca (Kongeriget Danmark).
Capital: Copenhague.
Localização: norte da Europa.
Nacionalidade: dinamarquesa.
Área: 43.076 km2.
População: 5,3 milhões (2001).
Densidade: 125,31 hab./km2.
Língua oficial: dinamarquês.
Composição étnica: dinamarqueses, alemães, outros europeus e esquimós.
Religião: maioria cristã, sobretudo luterana.
GOVERNO
Sistema de governo
: monarquia constitucional parlamentarista.
Chefe de Estado: rainha Margrethe II (desde 1972).
Primeiro-ministro: Poul Rasmussen (desde 1993).
Legislativo: unicameral. Parlamento (Folketing), com 179 membros eleitos diretamente para um mandato de quatro anos.
Principais partidos: Partido Social-Democrata, Partido Conservador do Povo e Partido Liberal.
ECONOMIA
PIB
: 162,8 bilhões de dólares (2001).
Indústria: móveis, prataria, maquinaria, navios, produtos químicos, tecidos e alimentos industrializados, tais como toucinho, manteiga, queijo e presunto.
Agropecuária: cevada, beterraba, aveia, batata, centeio, suínos.
Pesca: bacalhau, arenque, salmão.
Exportação: maquinaria, navios, laticínios, móveis, vestuário, tecidos, peixes.
Moeda: coroa dinamarquesa.
Mapa

País situado no norte da Europa, com 43.076 km2, que ocupa juntamente com a Noruega, a Suécia, a Finlândia e a Islândia a região conhecida como Escandinávia. Seu território é formado pela península da Jutlândia e por mais de 400 ilhas. Possui um inverno rigoroso, por estar localizado pouco abaixo do Círculo Polar Ártico. Ostenta uma das mais altas rendas per capita da Europa (33 mil dólares). Entre as principais atividades econômicas do país estão a agricultura, a pecuária, as indústrias metalúrgica e de móveis e o transporte marítimo. A Dinamarca é uma monarquia constitucional parlamentarista. Sua capital é Copenhague.

HISTÓRIA

Primeiros Tempos. A ocupação definitiva do território que hoje compreende a Dinamarca ocorreu há cerca de 14 mil anos. A agricultura se desenvolveu depois do ano 2500 a.C.

No início da Era Cristã, o comércio marítimo fez com que o povo entrasse em estreito contato com as principais civilizações. Esse contato expandiu-se por vários séculos. Nesse período, os dinamarqueses viviam em pequenas comunidades governadas por chefes locais. Por volta do ano 800 d.C., navegadores dinamarqueses começaram a pilhar as cidades costeiras da Europa, levando escravos e tesouros. Em cerca de 950, o rei Haroldo Dente Azul uniu toda a Dinamarca e introduziu o Cristianismo no país. Enquanto isso, os vikings dinamarqueses continuavam a espalhar o terror por grandes áreas da Europa Ocidental, situação que perdurou até meados do séc. XII.

Palácio indiano no Parque Tivoli, em Copenhague, um dos pontos turísticos da capital.

Uma Grande Potência. No final do séc. XII e início do XIII, o poderio dinamarquês estendeu-se pela costa meridional do Mar Báltico até a Estônia, conquistada pela Dinamarca em 1219. Mas um longo período de guerras civis e disputas com cidades do norte da Alemanha, iniciadas em 1240, enfraqueceram bastante o país.

A Dinamarca recuperou seu poder com a rainha Margrete, que se tornou soberana em 1375. Ela era esposa do rei Haakon VI, da Noruega. Com a morte do marido, em 1380, Margrete tornou-se também rainha da Noruega. Em 1388, num período de confusão política na Suécia, os nobres suecos elegeram-na para governar também seu país. Em 1397, Margrete uniu os três países na União de Kalmar, ficando a sede do poder na Dinamarca. A Suécia abandonou a união em 1523. Em 1536, durante a Reforma, o rei Cristiano III estabeleceu o Luteranismo como religião oficial e fez da Noruega uma província da Dinamarca.

Guerras com a Suécia. Nos sécs. XVII e XVIII, a Suécia derrotou a Dinamarca em várias guerras pelo controle do Mar Báltico. Na Guerra Sueco-Dinamarquesa (1657-1660), a Suécia conquistou grande parte do território dinamarquês e norueguês. Somente a pressão da Inglaterra, da França e dos Países Baixos impediu que a Suécia dividisse a própria Dinamarca. Durante a Grande Guerra do Norte (1700-1721), a Dinamarca tentou inutilmente reconquistar o território que havia perdido para a Suécia.

Em 1788, a Dinamarca deu início à libertação dos servos, camponeses presos à terra em que trabalhavam. No início do séc. XVIII, iniciaram-se reformas no ensino. Nas Guerras Napoleônicas, a Dinamarca tomou o lado da França e foi novamente derrotada pela Suécia, em 1813. Pelo Tratado de Kiel, de 1814, a Dinamarca entregou a Noruega à Suécia, mas conservou a Groenlândia e outras colônias norueguesas.

As Guerras de Schleswig. Em 1848, a pressão popular forçou o rei Frederico VII a aceitar uma constituição democrática para a Dinamarca. O documento, aprovado em 1849, concedia a maior parcela de poder governamental a um Parlamento eleito, composto de duas Câmaras.

Também em 1848, irrompeu uma revolta em Holstein e Schleswig, dois estados alemães situados bem ao sul da Dinamarca. Essas regiões eram governadas pelo rei dinamarquês, embora não fizessem parte de seu país. Um governo revolucionário para Schleswig-Holstein foi instaurado, com a intenção de derrubar o controle dinamarquês e integrar-se à Confederação Germânica, da qual Holstein já fazia parte. Tropas dinamarquesas derrotaram os rebeldes em 1850. Em 1863, Schleswig foi incorporado à Dinamarca. A Prússia e a Áustria, em aliança, invadiram a Dinamarca em 1864 e, depois de uma rápida vitória, retomaram Schleswig e Holstein.

Castelo de Kronborg, em Helsingor, na Dinamarca, onde Shakespeare ambientou Hamlet.

Reformas Políticas e Sociais. No final do séc. XIX, ampliaram-se o ensino, a indústria e o comércio na Dinamarca, que também criou cooperativas e melhorou os métodos agrícolas. Nessa época, as classes superiores gozavam de direitos especiais, que lhes concediam o controle da Câmara Alta do Parlamento. Os pequenos camponeses e os operários da indústria organizaram-se em partidos políticos e lutaram pela igualdade política. Uma nova Constituição, adotada em 1915, acabou com os direitos especiais das classes superiores.

O país manteve-se neutro durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Depois da guerra, a Dinamarca concedeu independência à Islândia, então colônia dinamarquesa. Mas a Islândia permaneceu unida ao país até 1944, quando se tornou uma república. Em 1920, o Schleswig do Norte passou ao controle dinamarquês. A maioria do povo da região havia votado a favor da transferência.

A Segunda Guerra Mundial começou em 1939. Em 9 de abril de 1940, exércitos alemães invadiram a Dinamarca, que se rendeu após algumas horas de luta. Os alemães permitiram que o governo dinamarquês continuasse no poder, desde que cumprisse suas exigências. Mas grupos de resistência organizaram-se e explodiram fábricas e sistemas de transporte. Os alemães tomaram o governo em agosto de 1943.

Em setembro do mesmo ano, os dinamarqueses instalaram o Conselho da Liberdade, entidade clandestina que dirigia o movimento de resistência. Eles também ajudaram cerca de 7 mil judeus dinamarqueses a fugir para a Suécia. Em 5 de maio de 1945, depois da queda da Alemanha, tropas Aliadas entraram na Dinamarca, e os alemães que ali se encontravam tiveram de se render.

A Dinamarca tornou-se membro fundador da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1945 e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em 1949. No final da década de 1940, os EUA prestaram grande ajuda ao país. Os dinamarqueses reconstruíram indústrias danificadas durante a guerra, e a economia da nação fortaleceu-se novamente.

Rua da região central de Copenhague. Cidade fundada no séc. XII situa-se na maior ilha dinamarquesa.

A Dinamarca na Atualidade. A Dinamarca deu prosseguimento às reformas políticas e à expansão econômica com o rei Frederico IX, que herdou o trono em 1947. Em 1953, uma nova constituição eliminou a câmara alta do Parlamento e fez da Groenlândia uma província da Dinamarca, e não mais uma colônia. Em 1959, a Dinamarca e seis outros países europeus formaram a Associação Europeia de Livre Comércio (AELC), uma união econômica.

Em 1966, o país deu início a um programa de desenvolvimento da Groenlândia, no valor de 600 milhões de dólares, que previa, entre outras iniciativas, a expansão e a modernização das indústrias de pesca e de processamento de alimentos, e também de cidades. Frederico IX morreu em 1972. Sua filha mais velha sucedeu-lhe no trono como Margrethe II.

A política de bem-estar social foi prejudicada radicalmente na década de 1970, devido a problemas econômicos internos, como a inflação crescente. Em 1972, a Dinamarca firmou um tratado para integrar a Comunidade Econômica Europeia (CEE), atual União Europeia (UE). Em outubro de 1972, os dinamarqueses votaram a favor da entrada para a comunidade. O tratado entrou em vigor em 1º de janeiro de 1973. Em 1978, a Dinamarca concedeu autonomia interna à Groenlândia.

Em 1982, o conservador Poul Schlüter venceu o candidato social-democrata e tornou-se o primeiro-ministro dinamarquês. Em 1992, o povo não aprovou o Tratado de Maastricht, que incluiria a Dinamarca no processo de unificação monetária da Europa, com o Euro. Em 1993, após outra votação, o tratado foi aprovado. Nesse mesmo ano, Poul Rasmussen, do Partido Social-Democrata, tornou-se primeiro-ministro.

Por fim, Dinamarca, Suécia e Grã-Bretanha preferiram não adotar a moeda única, o Euro, por temer que sua soberania viesse a ser abalada. Os três países ainda não decidiram se irão aderir à nova moeda.

Em 2000, após protestos de imigrantes, o governo anunciou um plano para promover sua integração social.

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