Uma Grande Potência. No final do séc. XII e início do XIII, o poderio dinamarquês estendeu-se pela costa meridional do Mar Báltico até a Estônia, conquistada pela Dinamarca em 1219. Mas um longo período de guerras civis e disputas com cidades do norte da Alemanha, iniciadas em 1240, enfraqueceram bastante o país.
A Dinamarca recuperou seu poder com a rainha Margrete, que se tornou soberana em 1375. Ela era esposa do rei Haakon VI, da Noruega. Com a morte do marido, em 1380, Margrete tornou-se também rainha da Noruega. Em 1388, num período de confusão política na Suécia, os nobres suecos elegeram-na para governar também seu país. Em 1397, Margrete uniu os três países na União de Kalmar, ficando a sede do poder na Dinamarca. A Suécia abandonou a união em 1523. Em 1536, durante a Reforma, o rei Cristiano III estabeleceu o Luteranismo como religião oficial e fez da Noruega uma província da Dinamarca.
Guerras com a Suécia. Nos sécs. XVII e XVIII, a Suécia derrotou a Dinamarca em várias guerras pelo controle do Mar Báltico. Na Guerra Sueco-Dinamarquesa (1657-1660), a Suécia conquistou grande parte do território dinamarquês e norueguês. Somente a pressão da Inglaterra, da França e dos Países Baixos impediu que a Suécia dividisse a própria Dinamarca. Durante a Grande Guerra do Norte (1700-1721), a Dinamarca tentou inutilmente reconquistar o território que havia perdido para a Suécia.
Em 1788, a Dinamarca deu início à libertação dos servos, camponeses presos à terra em que trabalhavam. No início do séc. XVIII, iniciaram-se reformas no ensino. Nas Guerras Napoleônicas, a Dinamarca tomou o lado da França e foi novamente derrotada pela Suécia, em 1813. Pelo Tratado de Kiel, de 1814, a Dinamarca entregou a Noruega à Suécia, mas conservou a Groenlândia e outras colônias norueguesas.
As Guerras de Schleswig. Em 1848, a pressão popular forçou o rei Frederico VII a aceitar uma constituição democrática para a Dinamarca. O documento, aprovado em 1849, concedia a maior parcela de poder governamental a um Parlamento eleito, composto de duas Câmaras.
Também em 1848, irrompeu uma revolta em Holstein e Schleswig, dois estados alemães situados bem ao sul da Dinamarca. Essas regiões eram governadas pelo rei dinamarquês, embora não fizessem parte de seu país. Um governo revolucionário para Schleswig-Holstein foi instaurado, com a intenção de derrubar o controle dinamarquês e integrar-se à Confederação Germânica, da qual Holstein já fazia parte. Tropas dinamarquesas derrotaram os rebeldes em 1850. Em 1863, Schleswig foi incorporado à Dinamarca. A Prússia e a Áustria, em aliança, invadiram a Dinamarca em 1864 e, depois de uma rápida vitória, retomaram Schleswig e Holstein. |