HISTÓRIA Primórdios. Antes de ser avistada e batizada por Cristóvão Colombo em 1492, Cuba era habitada por tribos indígenas. Em 1511, chegaram os primeiros colonizadores espanhóis e logo a ilha se tornou uma das mais prósperas colônias das Antilhas, com a produção de açúcar e tabaco. A população indígena nativa foi sendo dizimada pelo trabalho forçado e pelas doenças trazidas pelos europeus. De meados do séc. XVI até o final do séc. XVIII, foi lento o desenvolvimento de Cuba. O litoral era frequentemente atacado por piratas e muitos colonos se mudaram para a América do Sul. No final do séc. XVIII, Cuba prosperou outra vez. O porto de Havana já era a base da frota espanhola no Novo Mundo e a cidade tornou-se um centro comercial. A produção de açúcar e de tabaco aumentou e Cuba passou a exportar seus produtos às colônias britânicas da América do Norte. Luta contra a Espanha. Durante o séc. XIX, vários grupos de cubanos planejaram revoltas contra o domínio espanhol, como o de José María de Heredia, em 1821. Em meados do século, alguns cubanos e norte-americanos apoiaram o movimento de anexação de Cuba pelos EUA. Os norte-americanos fizeram várias ofertas para comprar Cuba, mas a Espanha se recusou a vendê-la. Em 1868, o fazendeiro Carlos de Céspedes liderou o movimento revolucionário que exigia a independência do país e a abolição da escravatura. A Espanha rejeitou as exigências e assim eclodiu uma revolução conhecida como Guerra dos Dez Anos, que terminou com a assinatura do Pacto de Zanjón, em 1878. O acordo prometia reformas políticas e a abolição gradual da escravatura, extinta definitivamente em 1886. Vários revolucionários não aceitaram o acordo do governo e nove anos depois, em 24 de fevereiro de 1895, participaram da revolução liderada por José Martí. Milhares de cubanos morreram. Em 1898, os revolucionários controlavam a maior parte das cidades cubanas. A Espanha dominava apenas algumas cidades litorâneas. Em fevereiro de 1898, o navio de guerra norte-americano Maine, enviado a Havana para proteger os norte-americanos que lá estavam, explodiu misteriosamente. Os EUA atribuíram a explosão às forças espanholas e declararam guerra à Espanha, que se rendeu em agosto. No Tratado de Paris, assinado em dezembro desse ano, a Espanha entregou aos EUA territórios seus no Caribe (Cuba e Porto Rico) e no Pacífico (Filipinas e Guam). Cuba ficou sob um governo militar norte-americano. Governo dos EUA. Durante a ocupação dos EUA, o general Leonard Wood deu início a um programa de obras públicas. Porém, continuava forte a pressão do povo cubano pela independência. Em 1901, foi aprovada uma Constituição, à qual os norte-americanos anexaram a Emenda Platt, restringindo a independência de Cuba e permitindo aos EUA interferirem em seus negócios. Um tratado de 1903 deu aos EUA o direito de uso das bases militares de Baía Funda e Guantánamo. Em 1902, Cuba conquistou a independência e o povo elegeu Tomás Estrada Palma seu primeiro presidente. As tropas norte-americanas deixaram o país, mas voltaram a intervir na crise política de 1906, contra o governo de Palma. Tomou posse um governo norte-americano civil-militar (1906-1909), dirigido por Charles E. Magoon. Após esse período, os governos cubanos seguintes fizeram pouco pelas classes mais pobres e reprimiram violentamente as revoltas populares. Tanto nos levantes de negros, em 1912, como nos dos trabalhadores das usinas de açúcar, em 1917, os EUA enviaram tropas para proteger seus negócios no país. |