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CHINA
O país em resumo
Nome oficial: República Popular da China (Zhonghua Renmin Gongheguo).
Capital: Pequim (Beijing).
Localização: centro e leste da Ásia.
Nacionalidade: chinesa.
Área: 9.596.961 km2.
População: 1,3 bilhão (2010).
Densidade: 138,44 hab./km2.
Língua oficial: mandarim.
Composição étnica: chineses han e grupos minoritários (tujias, iaos, bais, manchus, mongóis, uigures, miaos, yis, coreanos, hanis e tibetanos e outros).
Religiões: a maioria não tem uma religião, mas há os que seguem o Budismo, o Taoismo, o Cristianismo e outras.
Sistema de governo: república socialista com regime de partido único.
Presidente: Hu Jintao.
Primeiro-ministro: Wen Jiabao.
Legislativo: unicameral. Congresso Nacional do Povo, com 2.984 membros.
Partido: Partido Comunista Chinês (PCCh).
Economia
PIB
: 5,8786 trilhões de dólares (2010).
Indústria: eletrodomésticos, produtos têxteis, ferro e aço, carvão, petróleo, máquinas e equipamentos industriais e produtos químicos.
Agropecuária: arroz, trigo, algodão, milho, chá, tabaco, sorgo, cevada, painço, amendoim, batata, soja, batata-doce e suínos.
Exportação: brinquedos, produtos têxteis e vestuário, calçados, máquinas e equipamentos industriais e produtos químicos.
Moeda: iuan.
Mapa

País situado na Ásia. Berço de uma civilização milenar. Comunista desde 1949, a partir de 1978 deu início a um programa de reformas econômicas que a transformou numa das mais importantes economias do mundo.

Os chineses chamam seu país de Chung Kuo (País Médio). Esse nome pode ter tido origem no fato de os antigos chineses pensarem que sua civilização se localizava no centro do mundo. O nome China foi dado por estrangeiros.

Nesse país, encontram-se os desertos mais áridos do mundo, muitas das montanhas mais altas – como o Himalaia – e algumas das planícies mais férteis. Sua capital é Pequim.

HISTÓRIA

Primeiras Dinastias. As primeiras dinastias chinesas foram a Shang, que surgiu em cerca de 1600 a.C.; a Tcheu (ou Chou), que governou de 1027 a.C. até 250 a.C., aproximadamente; e a Tsin, que reinou apenas de 221 a.C. até 206 a.C. Seu imperador, Che Huang-Ti, foi o primeiro grande ditador chinês. Unificou os vários estados guerreiros da China e substituiu os governos locais pelo primeiro governo central do país. Para afastar os invasores vindos do resto da Ásia, construiu a Grande Muralha da China.

Início do Império Chinês. A dinastia Han começou em 206 a.C. Os guerreiros Han lutaram contra as tribos nômades que viviam além das fronteiras norte e oeste da China e, em cerca de 100 a.C., após derrotá-las, ocuparam seus territórios. Perto de 25 d. C. a dinastia Han reconquistou o poder. Nessa época, inventou-se o papel, e os sábios chineses introduziram na China o Budismo, trazido da Índia. Mas as disputas entre generais e funcionários do governo enfraqueceram a dinastia Han, que acabou por volta de 220 d.C.

Entre 589 e 618, a dinastia Sui controlou a China como um reino unido. Tentativas frustradas de conquistar a Coreia e a Manchúria provocaram a insatisfação do povo chinês e uma revolta pôs fim à dinastia.

A dinastia Sung governou a China de cerca de 960 até 1279. As invenções chinesas desse período compreendem a bússola magnética, a pólvora e o tipo móvel para a imprensa.

Invasão Mongol. Durante o séc. XIII, guerreiros mongóis dominaram a China. Kubilai Khan criou a dinastia Yuan como um ramo do império mongol. Os chineses expulsaram os mongóis no séc. XIV. Em 1368, a dinastia Ming conquistou o poder.

Porto em Hong Kong, colônia devolvida à China em 1997, após 155 anos de domínio britânico.

Dinastia Manchu. Os manchus invadiram o norte da China em 1644 e derrotaram a dinastia Ming. Estabeleceram a dinastia Manchu e governaram até 1911.

No início do século XIX, a dinastia Manchu havia fechado a China, com exceção do porto de Cantão, a toda espécie de comércio. Um dos principais produtos levados para a China por comerciantes ocidentais foi o ópio. Depois que a dinastia Manchu proibiu sua importação, o contrabando da droga tornou-se um negócio lucrativo.

Quando oficiais chineses tentaram acabar com o contrabando de ópio, realizando apreensões, a Grã-Bretanha declarou guerra à China. A Guerra do Ópio, que durou de 1839 a 1842, foi vencida pelos britânicos e resultou na assinatura do Tratado de Nanquim, o primeiro dos que os chineses chamaram de Tratados Desiguais. Esse tratado dava à Grã-Bretanha direitos de comerciar em vários portos chineses, além de Hong Kong como colônia.

Após pressões de diversos países para acabar com o monopólio britânico, a China passou a abrir cada vez mais seus portos ao comércio mundial. Na década de 1890, a insatisfação cresceu por conta dos Tratados Desiguais. Os chineses rebeldes formaram, então, sociedades secretas para acabar com a submissão.

Em 1900, essas sociedades iniciaram uma insurreição contra os ocidentais, conhecida como Guerra dos Boxers, tendo a aprovação não declarada da dinastia Manchu. Em represália, uma força expedicionária internacional invadiu o país, submetendo-o e impondo o reconhecimento de todas as concessões feitas às potências imperialistas.

As insurreições enfraqueceram muito o poderio da dinastia Manchu. Em 1894 e 1895, a China perdeu Taiwan numa guerra com o Japão e foi forçada a reconhecer a independência da Coreia. As potências europeias passaram a exigir maiores direitos de comércio e a doação de mais territórios. Por medo de que esses países monopolizassem o comércio com os chineses, os EUA propuseram a Política de Portas Abertas, pela qual as potências imperialistas garantiriam a independência da China, e esta manteria seus portos abertos ao comércio com o Ocidente.

A República da China. Diversos grupos rebeldes tentaram depor a dinastia Manchu, mas o governo conseguiu derrotá-los. Em 10 de outubro de 1911, um exército revolucionário rebelou-se contra o governo. Logo os rebeldes controlavam a maior parte da metade sul da China. No mês de dezembro daquele ano, os líderes da revolta estabeleceram a República da China. Sun Yat-Sen, o principal líder, foi nomeado presidente.

O novo governo republicano começou a controlar oficialmente o sul da China em 1912. Tentou assumir o controle do norte do país por meio de um acordo secreto com funcionários dissidentes da dinastia Manchu. Obedecendo ao acordo, Sun Yat-Sen passou o cargo de presidente para Yuan Che Kai, um líder militar chinês do Exército Manchu. Em troca, Yuan tinha de depor o imperador manchu Pu-Yi. Yuan Che Kai cumpriu o acordo, mas implementou uma ditadura no norte da China. Sun e os outros nacionalistas, que haviam formado o Kuomintang (Partido Nacionalista), novamente se insurgiram. A revolta fracassou, e os líderes fugiram para o Japão em 1913.

Guerra Civil. Yuan Che Kai tentou se estabelecer como imperador, mas não o conseguiu. Morreu em 1916, deixando a China sem um chefe de Estado efetivo. Os líderes militares locais governavam a China e lutavam entre si pelo poder. Sun Yat-Sen continuou a trabalhar para obter uma unidade. Em 1922, foi fundado o Partido Comunista Chinês (PCCh). A URSS apoiou o Kuomintang enviando dinheiro, armas e conselheiros militares e procurou estabelecer uma aliança com o PCCh. Quando Sun morreu, Chang Kai-Chek assumiu o comando dos exércitos conjuntos de rebeldes nacionalistas e comunistas. Em março de 1927, os rebeldes conquistaram Xangai e a parte inferior do vale do Yang-tse. Em abril desse mesmo ano, Chang Kai-Chek voltou-se contra os comunistas e assassinou muitos de seus líderes. O PCCh, sob a liderança de Mao Tsé-tung e Chu Teh, retirou-se para o campo a fim de reorganizar suas bases de apoio. Em junho de 1928, os nacionalistas conquistaram Pequim, unindo o norte e o sul da China sob um único governo.

Crianças chinesas, que compõem o país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes.

Guerra com o Japão. Em 1931, o Japão ocupou a Manchúria (nordeste da China) e transformou-a num estado fantoche, chamado Manchukuo (País dos Manchus), cujo governante era Pu-Yi, o último imperador da China. Na verdade, quem detinha o poder eram os japoneses, cujo objetivo era conquistar uma das regiões mais ricas em minérios e combustíveis fósseis de toda a China.

Em 1937, o Japão declarou guerra total à China. Os líderes do exército nacionalista não chegavam a um acordo quanto a lutar contra os japoneses ou contra o exército do PCCh. Em dezembro, generais pró-comunistas aprisionaram Chang Kai-Chek e o mantiveram preso até ele concordar em dar uma trégua aos comunistas.

As tropas japonesas encontraram forte resistência na China. Mas, por volta de 1939, o Japão já havia conquistado a maior parte do leste do país.

Segunda Guerra Mundial. O Japão deu, então, continuidade à sua expansão e, em 7 de dezembro de 1941, atacou os EUA em Pearl Harbor. No dia seguinte, a China declarou guerra à Alemanha e à Itália e reuniu-se aos aliados na Segunda Guerra Mundial.

Em novembro de 1943, Chang Kai-Chek encontrou-se com o presidente Roosevelt, dos EUA, e com o primeiro-ministro Churchill, da Grã-Bretanha, no Cairo, e eles concordaram que, ao final da guerra, o Japão deveria ser obrigado a devolver todos os territórios chineses ocupados.

A República Popular da China. Em 1945, o Exército de Libertação Popular havia ganho apoio do povo e assumido o controle de diversas regiões da China. Em 1949, os nacionalistas retiraram-se para uma ilha próxima, onde fundaram a República da China Nacionalista, também conhecida como Taiwan.

O Exército de Libertação Popular saiu vitorioso, e, em 1° de outubro de 1949, foi proclamada a República Popular da China. Mao Tsé-tung tornou-se o presidente, e Chu En-Lai, o primeiro-ministro.

Em 1953, o PCCh passou a implementar o programa econômico de tipo soviético, isto é, planejamento centralizado da atividade econômica, propriedade estatal dos meios de produção e a adoção de planos qüinqüenais, com ênfase na industrialização do país e no aumento da produção agrícola.

Em 1957, os chineses começaram um plano quinquenal, conhecido como o Grande Salto à Frente, que incitava a duplicação da produção industrial, especialmente das indústrias de base, como as siderúrgicas. Em 1962, o Estado admitiu que o plano havia falhado.

A grande muralha, principal atração chinesa.

Cisão com a URSS. A China e a URSS entraram em desacordo sobre as fronteiras chinesas e a política adotada em relação a outros países socialistas. Em 1964, Chu En-Lai afirmou que a China estabeleceria seu próprio bloco de países socialistas. Aproveitando-se dessa cisão, os EUA procuraram se aproximar da China. Em 1971, esta entrou para a Organização das Nações Unidas (ONU).

A “Economia Socialista de Mercado”. Em 1976, Mao Tsé-tung morreu. Em seguida, a ascensão de Deng Xiao Ping dentro do PCCh marcou o início do afastamento dos maoistas do centro de poder. Nessa época, adotou-se uma mescla de mecanismos típicos de uma economia de mercado com o regime político de inspiração soviética, que foi denominada Economia Socialista de Mercado.Ao longo da década de 1980, as reformas econômicas e a abertura ao exterior começaram a surtir efeito. No entanto, estas não foram acompanhadas por reformas políticas e abertura interna. Em maio de 1989, estudantes chineses fizeram várias manifestações pela abertura política na Praça da Paz Celestial. As tropas do Exército de Libertação Popular reprimiram os manifestantes implacavelmente.Pouco depois, os negócios retomaram seu curso normal. Muitas empresas transnacionais passaram a se instalar nas chamadas Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) em busca da liberdade de ação, do enorme mercado consumidor e da abundante e barata mão de obra disponível no país.Outro fator que contribuiu para o desenvolvimento chinês foi a integração da força econômica da ex-colônia de Hong Kong, devolvida ao país em 1º de julho de 1997.No mesmo ano, Deng Xiao Ping morreu, e o presidente da China, Jiang Zemin, tornou-se o dirigente máximo do país. Em 1998, Zhu Rongji assumiu o cargo de primeiro-ministro.

O Ingresso na OMC. No dia 11 de dezembro de 2001, a China entrou para a Organização Mundial do Comércio (OMC). Com a obrigação de abrir o mercado para produtos e serviços estrangeiros, o governo chinês anunciou o acesso de bancos de investimentos de outros países aos seus mercados de capitais e a entrega de licenças para atividades de seguradoras estrangeiras no país.

Mudanças no Poder. Durante o 16O Congresso do PCCh, em novembro de 2002, o vice-presidente Hu Jintao foi escolhido para assumir a Presidência em março de 2003 e substituir Zemin como secretário-geral do partido. Este continuará na chefia da Comissão Militar Central e do Estado-Maior das Forças Armadas, mantendo, com isso, grande parte de seu poder sobre o país.

Reeleição. Em março de 2008, Hu Jintao foi reeleito e deve presidir a China por mais cinco anos. O vice Xi Jinping é seu provável substituto em 2012.

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