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FÓSSIL
Arqueólogo examina vestígios de antigas civilizações na Chapada dos Guimarães, Mato Grosso

Vestígios ou restos endurecidos ou petrificados de animais ou vegetais. São considerados fósseis desde microscópicos pólens de flores até esqueletos inteiros de grandes animais ou parte deles. Ovos e excrementos petrificados e também marcas de pegadas encontradas em rochas também são considerados fósseis, bem como as plantas de florestas temperadas petrificadas encontradas no Hemisfério Norte. Insetos conservados em âmbar endurecido, como foi mostrado no filme Parque dos Dinossauros, de Steven Spielberg, também são fósseis.

Importância dos fósseis

Com o estudo dos fósseis, os paleontólogos (cientistas que se dedicam a esse trabalho) conseguem saber como foi a evolução dos seres vivos, sabendo como as espécies se transformaram ao longo da história. Os fósseis podem ter mil ou até milhões de anos de idade.

A maioria dos fósseis é destinada a estudos científicos, mas muitos podem ser encontrados em museus. Em locais turísticos, eles são eventualmente colocados à venda como objetos de decoração, porém, a venda de fósseis é ilegal. O incentivo a esse tipo de comércio traz prejuízos consideráveis aos estudos paleontológicos, pois os sítios são revirados, perdem suas características originais e parte do seu patrimônio.

Como se formam os fósseis

Os fósseis se formam principalmente em terrenos onde há rochas sedimentares (compostas de pequenos fragmentos). Esses sedimentos se depositam sobre animais mortos ou plantas durante centenas, milhares e até milhões de anos, compactando-se e auxiliando no processo de petrificação. É comum encontrar rochas com marcas de corpos de animais ou plantas e até pegadas. As rochas com essas marcas também são consideradas fósseis e, no meio científico, são chamadas de impressões ou moldes.

Fundos de lagos e oceanos são ambientes igualmente propícios à descoberta de fósseis, não só pela constante deposição de sedimentos, mas pela escassez de oxigênio, fundamental para o processo de conservação. Insetos envolvidos em âmbar solidificado também são considerados fósseis e se formam a partir de uma resina fossilizada secretada por certos tipos de plantas. Normalmente, as partes conservadas em um fóssil durante muito tempo são duras – como conchas e ossos –, mas há alguns casos em que se descobriram estruturas moles fossilizadas.

A fossilização depende tanto do ambiente onde o resto orgânico foi depositado quanto da sua composição química e também da relação entre esses dois fatores. É possível encontrar partes duras conservadas intactas, porém outras podem sofrem mudanças em sua textura e até na composição, por meio de reações entre os elementos que formam o material orgânico e aqueles presentes no ambiente onde ele foi depositado.

Descoberta dos sítios. A descoberta de um sítio, como são chamados os lugares onde são encontrados restos de civilizações ou espécies antigas, muitas vezes é acidental, como em decorrência da abertura de estradas e praças. Na década de 1930, por exemplo, na construção de um balneário na cidade mineira de Araxá, encontrou-se um sítio com restos de aproximadamente 30 mastodontes. Mas os paleontólogos não contam exclusivamente com a sorte para achá-los. Há métodos para se descobrir eventuais sítios, por exemplo, por meio da identificação de características geológicas e geográficas de uma região. Ambientes com rochas calcárias e grande presença de argila costumam abrigar fósseis.

Petróleo. Na maioria dos casos, quanto mais antigos os fósseis, mais profundos eles estão enterrados. Dependendo do ambiente onde se encontram, os fósseis podem se decompor e se transformar em uma massa homogênea escura que, misturada com água, diversos minerais e gases no interior da Terra, formam o petróleo. Por isso que o petróleo também é chamado de combustível fóssil.

No laboratório, são realizados processos de datação para tentar identificar a idade aproximada da peça. Esses processos estabelecem há quanto tempo o organismo morreu. O método mais conhecido de datação é o Carbono 14, utilizado apenas para restos de seres humanos e animais com no máximo 40 mil anos, e para datações mais antigas, existem diversos outros processos.

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