A HISTÓRIA DAS BONECAS As mais antigas figuras com forma de bonecas de que se tem notícia são imagens de madeira encontradas em túmulos egípcios, datados de aproximadamente 2000 a.C. Os egípcios enterravam essas bonecas com os mortos, para que lhes servissem de criadas em outra vida. Figuras semelhantes a bonecas também foram encontradas nos túmulos gregos e romanos dos séc. IV e III a.C. Foram encontradas bonecas da Idade Média, séc. VI e VII d.C., nas tumbas dos coptas, no Egito. Durante o período renascentista – séc. XIV ao séc. XVII d.C. –, era comum aparecerem bonecas, nas obras que retratavam crianças. No Renascimento, muitas figuras com aparência de boneca representavam imagens religiosas. Nos séc. XVII e XVIII d.C., houve uma crescente demanda por bonecas e outros brinquedos, o que possibilitou o desenvolvimento da indústria de brinquedos, especialmente na Alemanha e na França. No séc. XIX d.C., fabricantes de brinquedos criaram outros tipos de boneca – em madeira, pano, papel machê, cera e porcelana. As bonecas ganharam sobrancelhas de pelo, dentes de porcelana e língua móvel de borracha. Muitas também tinham olhos que abriam e fechavam. Várias inovações foram introduzidas no séc. XX d.C., como as articulações de molas e eixos de aço, que garantiam poses naturais. Nesse período, apareceram muitos tipos de boneca-bebê, que se inspiravam em recém-nascidos. Com a ascensão da indústria cinematográfica, durante as décadas de 1920 e 1930, surgiu o boneco personagem, que representava pessoas famosas ou personagens de histórias conhecidas – voltados para o público infantil. A partir da década de 1950, os programas infantis de televisão inspiraram muitos outros bonecos que, desde a década de 1940, passaram a ser fabricados principalmente de plástico. |