HISTÓRIA Viajando a serviço de Portugal, o navegador italiano Américo Vespúcio tornou-se o primeiro explorador do litoral do estado de Alagoas, em 1501. Quase meio século depois, o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha naufragou na costa alagoana (1556) e teve um triste fim nas mãos dos índios caetés, que o devoraram. A Coroa portuguesa reagiu com extrema violência em 1560, enviando Jerônimo de Albuquerque para dizimar as tribos indígenas. Entre os séc. XVI e XVII, piratas estrangeiros invadiram a costa, atraídos pelo pau-brasil. Em 1631, a região foi novamente acossada pelos holandeses, que contaram com a ajuda de Domingos Fernandes Calabar. A partir do fim do séc. XVI, Alagoas e Pernambuco sediaram o mais importante centro de resistência dos escravos negros, o Quilombo dos Palmares, destruído em 1694 por Domingos Jorge Velho. Alagoas fez parte da capitania de Pernambuco durante quase todo o período colonial. Em represália à Revolta Pernambucana, o governo central decretou sua autonomia em 1817. Em 1822, com a Independência do Brasil, tornou-se província. Tinha, então, 91.000 habitantes. Em 1839, Maceió foi declarada a nova capital (até então, a sede do governo era a cidade de Alagoas, hoje Marechal Deodoro). Em todo o estado, as lutas entre coronéis – chefes de famílias detentoras de latifúndios – já eram acirradas nessa época, apesar de o estado atravessar uma fase de grande desenvolvimento regional, que culminou com a criação da Vila de Palmeiras dos Índios, entre outras. O período republicano não alterou a estrutura socioeconômica alagoana, apoiada na agricultura canavieira (Zona da Mata) e algodoeira (Agreste) e numa sociedade à mercê do coronelismo e do clientelismo dos grandes latifundiários e chefes de oligarquias locais. No pós-Revolução de 1930 e até 1945, Alagoas foi governado por interventores federais. Algumas melhorias foram registradas na Educação – beneficiada com a criação das faculdades que integram a Universidade Federal de Alagoas – e na infraestrutura regional, com a abertura do porto de Maceió, também construído nessa época. A partir dos anos de 1960, a economia ganhou novo alento com os programas da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) para a exploração do sal-gema, além dos investimentos da Petrobras para prospecção de petróleo. ECONOMIA Além da cana-de-açúcar, da qual é o maior produtor do Nordeste (28 milhões de toneladas em 2001) e das lavouras de fumo, algodão, mandioca, coco, milho, abacaxi, feijão e arroz, a estrutura produtiva de Alagoas é baseada predominantemente em atividades terciárias, destacando-se o turismo, que participa com cerca de 6% do PIB estadual. O estado possui jazidas de petróleo, gás natural e sal-gema. O principal ramo industrial é o de processamento de álcool e de alimentos, com destaque para a produção de açúcar. A indústria de cimento também tem participação importante. |