A desigualdade na distribuição de renda é um dos problemas mais graves da América Latina e uma das causas do atraso econômico dessa região. Estudos da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) mostram que 10% da população latino-americana mais abastada possui 20 vezes mais riquezas do que os 40% mais pobres. HISTÓRIA A América pré-colombiana teve evolução muito desigual. Às regiões densamente povoadas (os Andes setentrionais, a América Central, o México), onde outrora floresceram civilizações brilhantes (toltecas, astecas, maias, incas), opunha-se o resto do continente, de população esparsa (sioux e outros ao norte; índios da Amazônia ao sul). A chegada de Cristóvão Colombo em 1492 abriu o continente à presença europeia. Os portugueses instalaram-se ao longo da costa brasileira (1500-1526); os espanhóis destruíram o Império Asteca (1521), conquistaram o México e, de lá, a América Central. Depois conquistaram o Império Inca, no Peru (1531-1536) e no Chile (1540). Na colonização europeia da América do Norte, mais tardia e progressista, o principal papel coube a ingleses e franceses. Os primeiros chegaram à Nova Inglaterra e os segundos fixaram-se na Terra Nova e na Nova França, no início do séc. XVII. O séc. XVIII foi marcado pelas rivalidades entre ingleses e franceses, que disputavam a posse dessas regiões. Pelo tratado de Paris (1763), a França perdeu o Canadá. A revolta das colônias inglesas e a conquista de sua independência (1776) foram um exemplo de que a América Latina se apressou em seguir: San Martín libertou as regiões andinas (1816-1821); Iturbide, o México (1821); Bolívar e Sucre, vencedores dos espanhóis em Ayacucho (1824), a parte setentrional da América do Sul (1819-1825); e o Brasil emancipou-se da tutela portuguesa em 1822. Em 1825, excetuado o Canadá, toda a América era independente. Seguindo a doutrina “a América para os americanos”, formulada por Monroe, os EUA opunham-se a qualquer ingerência dos europeus no novo continente – ver MONROE, Doutrina. No decurso do séc. XIX, a disparidade entre o norte e o sul não deixou de acentuar-se. Enquanto o bloco norte-americano firmava sua coesão e alcançava rápido crescimento econômico e demográfico, a América Latina fragmentava-se; a especulação e a instabilidade política impediam seu desenvolvimento econômico. Em 1917, os EUA participaram da Primeira Guerra Mundial e adquiriram rapidamente papel preponderante no mundo. Para satisfazer ao pan-americanismo, firmaram-se alianças continentais: a conferência de Bogotá (1948) criou a Organização dos Estados Americanos (OEA). Entretanto, persiste ainda o contraste socioeconômico entre os EUA e os países latino-americanos. Na década de 1990, vários acordos visando à integração econômica de países da América foram assinados, destacando-se o Mercosul, o Nafta e o Pacto Andino. PAÍSES DA AMÉRICA No continente americano existem 35 países. América do Norte: Canadá, EUA, México. América Central: Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Costa Rica, Cuba, Dominica, El Salvador, Granada, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá, República Dominicana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e Granadinas, Trinidad e Tobago. América do Sul: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai, Venezuela. |