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ABELHA

Inseto que vive em colmeia, é encontrado em quase todas as partes do mundo, exceto perto dos pólos Norte e Sul. Existem cerca de 10 mil espécies de abelhas e grande parte delas produz o mel e a cera que o homem utiliza. A cera dos favos é usada para fabricar velas e batons. O mel é consumido na alimentação.

As abelhas melíferas recolhem o néctar e o pólen das flores. Elas produzem o mel com o néctar e usam o mel e o pólen como alimento. Só picam quando se sentem ameaçadas ou provocadas. Existe um tipo de abelha-de-mel, a abelha-africana, que é muito agressiva. Quando seu ninho ou sua colmeia são molestados, ela ataca qualquer objeto em movimento. Ela também avança em grupo e suas ferroadas podem matar pessoas e animais.

Como a maioria dos outros insetos, possui três pares de pernas e dois pares de asas. Uma bolsa no aparelho digestivo chamada papo é usada para carregar o néctar até a colmeia.

As abelhas-de-mel, também chamadas abelhas-comuns, abelhas-domésticas ou abelhas-europeias, são insetos sociais. Vivem e trabalham em grupos de milhares, nas chamadas colônias. Constroem a própria casa numa caixa, numa árvore oca ou num abrigo feito pelo homem. Armazenam mel e pólen para se alimentar no inverno, da mesma maneira que os esquilos guardam nozes.

Abelha, inseto que produz mel e cera, usados como alimento e na produção de cosméticos.

A Colônia da Abelha-de-Mel. As abelhas apresentam características anatômicas diferentes (polimorfismo), determinadas pelas tarefas que executam na colônia. Cada colônia tem três tipos de abelha: a rainha, ou abelha-mestra, põe os ovos; as operárias, ou obreiras, recolhem o alimento e tomam conta das larvas; os zangões fertilizam a rainha.

A abelha rainha é a única que põe ovos. Para garantir que o trabalho na colônia transcorra em harmonia e de maneira organizada, a rainha produz em suas glândulas mandibulares uma substância chamada feromônio, que é consumida por todas as abelhas da colmeia e funciona como um sinal químico que as informa de sua presença e ao mesmo tempo inibe o desenvolvimento dos órgãos sexuais das operárias, transformando-as em fêmeas estéreis. Quando a vitalidade da rainha diminui, por volta de seu terceiro ou quarto ano de vida, cai a produção do feromônio.

Durante o tempo de domínio da rainha sobre a colmeia, as operárias criadeiras constroem células reais, nas quais são colocados os ovos e a geleia real que irão gerar e alimentar a próxima rainha.

Colmeia, ninho construído pelas abelhas operárias para armazenar alimento e abrigar larvas e a rainha.

A Colmeia. Para construir uma colmeia (um ninho com espaço suficiente para armazenar mel), as abelhas operárias produzem cera e com ela constroem um favo à prova d’água. O favo é uma massa de compartimentos hexagonais chamados alvéolos. Logo que as operárias terminam alguns alvéolos, a rainha põe ovos dentro deles. As operárias então ampliam a colônia construindo mais alvéolos e a rainha põe mais ovos. Depois disso, algumas operárias voam em busca do néctar e do pólen das flores. Os alvéolos que contêm os ovos e as abelhas em desenvolvimento ficam numa área circular no centro do ninho, chamada câmara de reprodução. O pólen é armazenado em alvéolos situados acima e dos lados dessa câmara. Em cima dos alvéolos que contêm pólen ficam aqueles onde é depositado o néctar, que mais tarde se transforma em mel.

A Rainha põe os ovos que dão origem a milhares de operárias. Ela pode colocar até mil ovos por dia, mas não recolhe alimento nem ajuda a construir o ninho. As operárias a alimentam e tomam conta dela.

As Operárias fazem todas as tarefas na colônia das abelhas-de-mel, mas não põem ovos. Todas as operárias são fêmeas, embora sejam menores do que a rainha. As mais jovens limpam os alvéolos vazios, cuidam das larvas, ajudam a construir o favo e tomam conta do néctar. As operárias recolhem o alimento das flores por meio de peças bucais que permitem alcançar o pólen em estruturas profundas da flor.

Todas as abelhas de uma colmeia têm um odor particular. As sentinelas identificam abelhas que não pertencem à colmeia pelo cheiro. Elas atacam e tentam matar as operárias e as rainhas invasoras, mas não incomodam os zangões invasores.

Os Zangões, machos da abelha, são insetos corpulentos. Eles não trabalham e não possuem ferrão. São criados em alvéolos um pouco maiores do que os utilizados para as abelhas operárias. Os zangões nascem dos ovos não-fertilizados. A única função do zangão é fertilizar uma jovem rainha.

Os Inimigos das abelhas são, entre outros, os ursos e as formigas-argentinas. Esses e outros animais também podem destruir a colmeia em busca de alimento. Os cangambás e as libélulas frequentemente comem as abelhas operárias. Existe ainda um tipo de mariposa que pode arruinar uma colônia fraca comendo a cera dos favos. As operárias tentam proteger a colônia picando os invasores.

Do Ovo à Larva. Assim que a rainha de uma espécie melífera põe um ovo, uma abelha começa a se desenvolver. Depois de três dias, uma minúscula larva vermiforme se arrasta para fora do ovo. As operárias levam a comida para as larvas.

Cinco dias depois de a larva deixar o ovo, as operárias constroem uma tampa de cera sobre o alvéolo. A larva vermiforme transforma-se então numa ninfa, que se desenvolve até virar uma abelha adulta.

O Crescimento da Rainha. Quando uma rainha desaparece ou decide construir outra colmeia, a colônia se mobiliza para conseguir uma nova rainha. As operárias selecionam algumas larvas para se tornarem rainhas. Elas são alimentadas apenas com geleia real. Ao mesmo tempo, outras operárias constroem alvéolos especiais para que as rainhas sejam criadas. Aproximadamente cinco dias depois de sair do ovo, a larva de rainha se transforma numa ninfa. Mais 11 dias e a jovem rainha adulta se arrasta para fora de seu alvéolo.

O Voo Nupcial. Quando a jovem rainha emerge de seu alvéolo especial, as abelhas da colônia dão-lhe pouca atenção. Ela come mel e ganha forças. Se duas rainhas nascem ao mesmo tempo, elas lutam até que uma mate a outra. Depois de matar sua rival, a jovem rainha voa para fora da colmeia. Ela pode ser fertilizada por um ou vários zangões em seu primeiro voo. O zangão morre logo após a cópula. Dois dias depois, ela começa a pôr ovos. Mesmo tendo sido fertilizada por um único zangão, ela pode pôr ovos para o resto da vida, pois guarda os espermatozoides durante vários anos em uma cavidade especial do seu corpo, chamada espermateca.

Abelha suga néctar de flor, material utilizado na produção de mel e própolis.

A Produção do Mel. As flores possuem glândulas especiais, chamadas nectários, que produzem o néctar. Depois de encher o papo com uma pequena gota de néctar, a operária regressa à colmeia, onde expele o néctar. Enquanto permanece no papo da abelha, certas substâncias químicas são acrescentadas a ele. Dentro do favo, a água do néctar evapora-se e essas substâncias químicas transformam o néctar em mel. As operárias colocam então tampas de cera sobre os alvéolos que contêm mel.

Abelhas operárias tampam com cera os alvéolos da colmeia onde fica depositado o mel.

A Produção da Cera. A cera das abelhas é produzida por glândulas especiais situadas no abdome das jovens operárias. A cera escoa por pequenos poros e forma minúsculas crostas brancas na parte externa do abdome. A abelha geralmente produz oito placas de uma vez. Ela as retira do abdome com as pernas e as leva até as mandíbulas. Depois de mascar a cera, a abelha a coloca na parte do favo que está sendo construída. A abelha só produz cera quando precisa.

A Resina da Abelha, ou própolis, é uma substância pegajosa que as abelhas operárias recolhem de certos tipos de árvore. Elas levam essa substância para a colmeia e utilizam-na como uma espécie de cimento para consertar rachaduras na colmeia.

O Corpo da Abelha. Como todos os insetos, o corpo da abelha é dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome. As cores das abelhas-de-mel variam do preto ao amarelo. Na natureza, essas cores são interpretadas como sinais de advertência. O corpo da abelha é todo coberto de pelos finos. Quando ela voa de flor em flor, grãos de pólen aderem a esses pelos. Mais tarde, visitando outra flor da mesma espécie, esse pólen pode cair e polinizar a flor – ver INSETO.

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