Estrutura vegetal laminar que cresce a partir do caule das plantas. As folhas são responsáveis pela produção de alimentos que proporcionam energia para que as plantas se desenvolvam, cresçam e produzam flores, sementes e frutos, entre outras atividades vitais. As folhas realizam a fotossíntese – isto é, captam energia da luz solar e utilizam-na para produzir alimento a partir da água do solo e do dióxido de carbono presente no ar. Por meio das folhas também se processa a evaporação da água.
Formato. A forma e o tamanho das folhas são muito variáveis. Algumas, como a dos aspargos, quase não são perceptíveis a olho nu. Outras, como a das palmeiras, das bananeiras e da vitória-régia, são enormes. A maioria das folhas, no entanto, atinge de 2,5 a 30 cm de comprimento. Elas podem ser divididas em três grupos de acordo com sua forma básica. As folhas largas, típicas da maioria das plantas, são completamente abertas e achatadas, caso do carvalho, da ervilha e da roseira. As folhas estreitas, longas e delgadas, são características dos cereais gramíneos, como milho, aveia, trigo, entre outros. As folhas em forma de agulha crescem em pinheiros e outras coníferas.
Ciclo de Vida. Os botões foliares (que contêm a folha ainda não desenvolvida e tecidos do caule) formam-se na extremidade e ao longo do caule. Nessa etapa, dificilmente podem ser vistos. Uma nova folha só se torna perceptível depois que começa a desdobrar.
As folhas completam esse desenvolvimento em algumas semanas, passando a produzir mais alimento do que o necessário e destinando o excedente para o resto da planta. Durante esse processo, a folha deixa de ser verde brilhante para ser verde opaco e se torna mais resistente. Em algumas delas, uma camada cortical de células, chamada zona de abscisão, se desenvolve na base do pecíolo (talo). Essa estrutura se quebra no outono, fazendo com que a folha se separe do caule. Isso ocorre porque a quantidade de clorofila diminui e a planta deixa de produzir alimento. No chão, a folha morta é decomposta e se torna alimento para novas plantas.
PARTES DAS FOLHAS
A maioria das folhas é formada por duas partes principais: o limbo e o pecíolo. As folhas de alguns tipos de plantas também apresentam estípulas.
O Limbo é a lâmina da folha. Ele varia de espécie para espécie, de acordo com o tipo de bordo, o número e a disposição das nervuras, isto é, os canais por onde passam o alimento e a água. Essas são mais duras e fortes que o tecido verde em volta e ajudam a folha a manter sua forma, evitando que se decomponha ou se rasgue. De acordo com a disposição das nervuras, as folhas podem ser peninérveas, semelhantes a uma pena, ou palminérveas, parecidas com uma mão.
As folhas com um só limbo são chamadas simples. É o caso da macieira, do carvalho e das gramíneas, entre outras. Folhas com mais de um limbo (várias folhas menores) são denominadas compostas. O limbos, por sua vez, são conhecidos como folíolos e podem dispor-se de forma penada ou palmada. A exemplo do freixo, da nogueira e da ervilha, nas folhas compostas penadas, os folíolos crescem de cada lado de uma nervura central chamada raque. Em uma folha composta palmada, os folíolos crescem a partir da extremidade do pecíolo – caso do trevo e o castanheiro-da-índia.
O Pecíolo é a haste (talo) que liga o limbo ao caule. É formado por minúsculos canais interligados. Alguns conduzem água para a folha, outros levam o alimento produzido pela folha para o resto da planta.
As Estípulas são apêndices que crescem na base do pecíolo de algumas plantas. Algumas estípulas, como as dos salgueiros e de certos tipos de cerejeiras, produzem substâncias que inibem o ataque de insetos às folhas em desenvolvimento. Em muitas plantas, elas caem depois que o limbo se desenvolve. Em outras, como as ervilhas, grandes estípulas ajudam a folha a produzir alimento.
Produção de Alimento – ver FOTOSSÍNTESE.
A TRANSPIRAÇÃO
O calor transforma em vapor grande parte da água contida no limbo, eliminando-o através dos estômatos. A transpiração ajuda a refrescar o interior da folha e a manter o fluxo de água das raízes até o topo da planta. Esse processo assegura o constante suprimento de minerais dissolvidos, provenientes do solo. Em um só dia quente, uma planta como um pé de milho pode perder quase quatro litros de água por meio da transpiração. Se as raízes da planta não puderem suprir essa água, as folhas murcham e a fotossíntese se interrompe.
FOLHAS MODIFICADAS
Algumas folhas têm funções especiais, além da produção de alimento, ou apresentam funções distintas. Folhas protetoras compreendem escamas de botão e espinhos, comum nos cactos, cujo caule verde se incumbe da fotossíntese. Algumas plantas têm folhas especiais que funcionam como reservatório de alimentos, como as do bulbo da cebola e da tulipa. Outras plantas, como as margaridas e os girassóis, apresentam brácteas, que crescem logo abaixo das inflorescências, como se fossem cálices. Plantas carnívoras, como a drósera e a apanha-moscas (dionaea), têm folhas que capturam insetos. Como quaisquer outras, elas podem produzir alimento por meio da luz solar. Mas elas também têm características que lhes permitem atrair, reter e digerir insetos. |