| | |
|
| | | | | | |
Voltar |
|
| URUBU |
Esta ave de rapina, encontrada em toda a América e muito comum no Brasil, não é um animal bem aceito entre os humanos. Algumas características particulares dos urubus contribuem para isso. A principal delas é que eles se alimentam de carne em decomposição, o que gera certa estranheza aos seres humanos, pois estão biologicamente despreparados para este hábito.
Além da maioria das espécies de urubus serem feias, alguns deles, como o urubu-rei, exalam um cheiro forte e desagradável quando estão de barriga cheia, levando as pessoas a preferir manter distância do animal. O curioso é que este hábito alimentar dos urubus é muito importante para a ecologia do meio ambiente, pois eles fazem uma verdadeira faxina nos locais onde vivem, eliminando dos espaços a matéria orgânica em decomposição, fonte de diversas doenças.
Esse modo de se alimentar, na verdade, nada mais é do que uma adaptação a uma imposição genética. Essas aves de grande porte não têm habilidade para caçar, uma vez que as garras de suas patas são ineficientes para essa tarefa. Para encontrar a própria refeição, elas contam apenas com a visão e o olfato apurados. Os urubus são capazes de ver um bicho pequeno a 3 mil metros de altura e sentir o cheiro de um animal morto muito antes que a maioria das aves.
Urubus brasileiros
Há diversos tipos de urubus. No Brasil são mais comuns o urubu-rei, o urubu-da-mata, o urubu-de-cabeça-preta, o urubu-de-cabeça-amarela e o urubu-de-cabeça-vermelha. O urubu-de-cabeça-preta, inclusive, é o mais facilmente encontrado todo o país, exceto em extensas áreas florestadas com pouca presença humana. Uma peculiaridade dessa ave entre as demais é que ela também se alimenta de sementes de palmeiras e cocos. Entre os animais citados, o urubu-de-cabeça-preta é o menor, enquanto o urubu-rei, considerado o mais belo, é o maior.
Reprodução
A reprodução dos urubus acontece no início da primavera. Diferentemente da maioria das aves, eles não constroem ninhos em plantas. As fêmeas põem os ovos – geralmente dois ou três exemplares – entre rochas escondidas, paredões rochosos e árvores ocas. O período de preparação é de 49 a 56 dias, conforme a espécie. | | |
|
| | | |
| |