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Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. |
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Ao observarmos as várias espécies de aves, notamos diferentes adaptações nos bicos e pés. O tamanho e a forma do bico variam de acordo com o tipo de alimentação:
• Os beija-flores possuem bico fino e comprido para coletar o néctar no interior das flores.
• Papagaios e araras usam o bico forte e curvo para quebrar os coquinhos e sementes dos quais se alimentam.
• As garças, excelentes pescadoras, têm bico comprido e pontiagudo, que funciona quase como um arpão quando a ave mergulha na água. As patas compridas facilitam seu deslocamento em águas rasas onde pescam.
• Os gaviões, falcões e águias, que se alimentam de carne, têm bico curvo, pontiagudo e extremamente afiado, para dilacerar a presa. Seus pés, com possantes garras, conseguem agarrar e segurar firmemente suas presas, mesmo em pleno ar. • As galinhas-d'água e saracuras possuem pés ainda mais compridos, para caminhar sobre as folhas de plantas aquáticas.
• Os pés dos pica-paus, por sua vez, permitem que eles se agarrem e se apoiem em troncos completamente verticais.
Fique ligado! Sempre que o predador se torna mais eficaz na captura da presa – desenvolvendo por seleção natural, ao longo das gerações, patas que permitam correr mais ou uma mandíbula capaz de uma mordida mais poderosa –, a presa também acaba desenvolvendo pelo mesmo processo de seleção dos mais bem adaptados, meios mais eficientes para a fuga. No caso de um predador que desenvolve meios mais eficientes para localizar a presa no meio da folhagem, tem-se correspondentemente a presa tornando-se ainda mais semelhante ao ambiente em que vive, aumentando assim a proteção de sua camuflagem. Esse processo em que presa e predador desenvolvem adaptações cada vez mais eficientes ocorre lentamente, ao longo de milhões de anos, sempre graças à sobrevivência dos indivíduos mais bem adaptados àquele meio e àquela circunstância.
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