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Por causa da gripe A, as escolas de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal ampliaram as férias escolares no segundo semestre de 2009. As atividades foram iniciadas no mês de agosto e as aulas perdidas foram repostas no final do ano letivo, em dezembro.
As 636 escolas estaduais do Distrito Federal que iniciaram as aulas no dia 3 de agosto receberam do governo kits de higiene contra a gripe suína: álcool 70% em gel, termômetro, saboneteira para o gel, sabão líquido e toalhas de papel.
Na capital paulista, as redes municipal e estadual prorrogaram a volta às aulas para o dia 17 de agosto, prolongando o retorno de 5,3 mil alunos. As creches do município também não funcionaram entre os dias 3 e 16 do mesmo mês. E o início das aulas nas três universidades estaduais paulistas (Unicamp, USP e Unesp), nas Etecs e nas Fatecs foi adiado para a mesma data.
No Rio Grande do Sul, as férias de 1,2 milhão de alunos foram prolongadas para o dia 17 de agosto. No Rio de Janeiro, as aulas foram reiniciadas somente no dia 10, adiando o retorno de 1,5 milhão de estudantes.
Nos estados atingidos pela gripe, o Ministério da Saúde orientou cada município a optar pela prorrogação ou não da volta às atividades escolares.
Aulas online
Para evitar a interrupção das aulas, algumas escolas de São Paulo decidiram voltar às aulas utilizando os recursos do ensino a distância. Os alunos passaram a acessar os conteúdos em blogs, videoaulas e kits entregues em suas casas. As medidas foram aprovadas, principalmente, por estudantes que vão prestar vestibular no fim do ano.
Cartaz informativo
A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo distribuiu 36 mil cartazes para as 5.500 escolas da rede com dicas sobre como evitar a contaminação pelo vírus Influenza A. Os informativos continham orientações ilustradas de higiene e hábitos diários, como lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações e manter uma boa alimentação. A iniciativa visou a ajudar os 210 mil professores a informar os 5,5 milhões de alunos da rede estadual e a comunidade escolar sobre a doença.
Fique de olho!
Nos portais do Ministério da Saúde e do MEC estão disponíveis mais informações e orientações sobre a gripe suína.
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Precauções
As escolas particulares de São Paulo que voltaram às aulas no período letivo normal adotaram algumas medidas preventivas para evitar um surto da gripe H1N1 entre os estudantes. As áreas comuns, como banheiros e corredores, ganharam cartazes que recomendam aos alunos lavar as mãos frequentemente e utilizar álcool em spray também para desinfetar as mãos. Copos de plástico foram colocados à disposição para evitar o contágio em bebedouros.
Evitar cumprimentos, como beijos e abraços, e não compartilhar objetos, como copos e talheres, são outras ações que ajudam a impedir a disseminação do vírus. Aos professores, cabe suspender temporariamente trabalhos em dupla ou em grupos e manter portas e janelas abertas. Para os pais, a recomendação é não trazer às aulas as crianças que apresentarem algum sinal da gripe. Em 2009, totalizaram-se mais de 27 mil casos confirmados no Brasil, com mais de 1600 mortes. A região que apresentou maior índice de casos foi a Sudeste.
Vacina
A campanha de vacinação contra a gripe A teve início em março de 2010 e vacinou mais de 89 milhões de pessoas no Brasil inteiro. Os grupos alvo da campanha de vacinação foram: profissionais da saúde, indígenas, gestantes, pessoas com problemas crônicos de saúde, crianças de 6 meses a 2 anos de idade e população de 20 a 39 anos, que foi o grupo com maior incidência de contágio da gripe A.
O Ministério da Saúde distribuiu 9 milhões de kits de tratamento para combater o vírus em hospitais de referência em todo o país. A recomendação é evitar a permanência em locais fechados com muitas pessoas, lavar as mãos várias vezes ao dia e não compartilhar objetos e instrumentos pessoais. Estas medidas ajudam a reduzir o risco de contágio e, por isso, devem ser adotadas pela população e pelas escolas na volta às aulas.
* Com informações da Agência Brasil
Epidemia, pandemia ou endemia?
A gripe A foi considerada uma pandemia, que foi declarada finalizada em agosto de 2010 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta gripe foi considerada uma pandemia por ter atingido pessoas do mundo inteiro em um mesmo período de tempo. Quando uma doença atinge níveis regionais, ela é considerada uma epidemia, porém quando atinge níveis globais, como neste caso, trata-se de uma pandemia. Já uma endemia se diferencia da pandemia pelo tempo. Epidemias e pandemias acontecem em um determinado período de tempo simultaneamente em várias pessoas. A endemia acontece também em níveis regionais, mas sem determinado período de tempo. Por isso, podemos ouvir os termos “surto” quando se trata de uma epidemia ou pandemia, porém nunca no caso de uma endemia.
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